24 de outubro – Dia Mundial do Combate à Poliomielite

No dia 24 de outubro, no âmbito do Projeto de Educação para a Saúde, o Rotary Clube de Sintra deslocou-se à escola básica integrada de Colares para promover uma sessão de sensibilização sobre a Poliomielite. O principal e único objetivo do dia Mundial da Poliomielite é erradicar a doença e para isso ser uma realidade cada vez mais próxima, muito tem contribuído o movimento Rotary por todo o mundo.

Realizaram-se duas sessões, uma para os alunos do 8ºano e outra para os do 9ºano, ambas no Auditório Gil Vicente. A participação dos alunos foi reveladora de interesse e preocupação com o tema, o que nos permite afirmar ter-se tratado de uma ação com um impacto significativo.

Esta foi uma primeira parceria com o Rotary Club de Sintra estando previstas outras ações para breve.

A Coordenação da EBI de Colares aproveita para agradecer a disponibilidade demonstrada pelo Clube Rotary de Sintra e em especial à profª Maria Fernanda Godinho.

Até breve!

A Pedra da “Sopa da Pedra” que se faz em Almeirim

Desde muito cedo, na história da Terra, os grãos de quartzo das areias acumuladas nas plataformas continentais de um e de outro lado de um oceano que se fechou (por aproximação e colisão dos dois continentes que o marginavam), sofrem as transformações próprias dos processos metamórficos associados ao respectivo orógeno, ou seja, à cadeia de montanhas que, a partir daí, se formou. Do mesmo modo que os pelitos (argilas+siltes) evoluem para xistos e os calcários, para mármores, as areias de quartzo soltas ou já consolidadas (quartzarenito) transforma-se em quartzitos.

O quartzito é, pois, uma rocha metamórfica essencialmente ou, por vezes, quase exclusivamente siliciosa, constituída por um mosaico de grãos de quartzo recristalizados por efeito das pressões e das temperaturas a que estiveram sujeitos. Mantém a estratificação da rocha sedimentar original, isto é, em camadas, via de regra, deformadas próprias da tectónica inerente um orógeno.

No caso da rocha original (protólito) ser um quarzarenito de cimento silicioso (microquartzítico ou calcedonítico), a recristalização afecta, em simultâneo, os grãos de quartzo e o cimento. Deixa, assim, de haver cimento, dado que este alimentou o crescimento dos grãos de quartzo do protólito. Um crescimento qualificado de sintaxial porque conserva a mesma orientação estrutural dos grãos a partir dos quais se desenvolve.

No caso português, quando um antigo e grande oceano se fechou, num processo que se iniciou há aproximadamente 375 milhões de anos (orogenia varisca ou hercínica) e que durou mais de 50 milhões, os sedimentos nele acumulados sofreram metamorfismo e enrugamentos, dando nascimento a uma grande cadeia de montanhas, hoje parcialmente arrasada pela erosão, de que a Península Ibérica é uma pequena parte. Quartzitos, xistos, grauvaques e mármores, entre outras rochas, que fazem parte do soco peninsular, são as entranhas dessa grande cadeia esventrada expostas à superfície.

Livraria do Mondego

Em Penacova, no distrito de Coimbra, a “Livraria do Mondego”, entendida (mas ainda não classificada) como um geomonumento à escala do afloramento, exibe um notável conjunto de camadas de quartzito ordovícico, tectonicamente empinadas quase à vertical, como se de livros numa estante se tratasse, aspecto muito particular e belo que deu origem à designação porque é de há muito conhecido.
Protegido e musealizado pela autarquia, está dotado de percursos de visita devidamente sinalizados, miradouros, guardas de segurança, pontos de descanso, parque de estacionamento para duas dezenas veículos e, ainda, dois pequenos cais para ancoragem da “barca serrana”, destinada a percursos, permitindo a observação do geomonumento a partir do rio.

Portas de Ródão

Os quartzitos que, sendo as rochas mais duras e quimicamente as mais estáveis, são as que mais resistem aos agentes de alteração e desgaste do relevo, dando origem, por erosão diferencial, aos chamados “relevos de dureza”. Bem salientes na paisagem nacional, são referidos, entre geógrafos e geólogos, por “cristas quartzíticas”. Todas de idade ordovícica (488-443 milhões de anos), podemos vê-las, entre outras, no Buçaco, Marão, Marofa, Moradal, Penha Garcia e Serra da Talhada que, em Vila Velha de Ródão foi cortada e atravessada pelo Tejo, num processo designado por epigenia, ou seja, por encaixe ou aprofundamento de um vale numa formação geológica situada abaixo daquela onde se instalou.

Quando o Rio Tejo, no decurso da sua evolução, recuando, grosso modo, de sudoeste para nordeste, se instalou na região, a referida crista estava submersa num “mar de sedimentos” ou, por outras palavras, sob uma cobertura sedimentar (areias, argilas e cascalheiras) relativamente fácil de escavar. Na continuidade da sua evolução, o rio foi aprofundando o seu leito, até que encontrou a crista de quartzito. Mas o leito estava traçado e as águas do rio estavam-lhe confinadas, acabando por cortá-la, abrindo as de há muito conhecidas por “Portas de Ródão”. Invulgar geomonumento à escala da paisagem, classificado como Monumento Natural, em 20 de Maio de 2009, é a expressão grandiosa e espectacular do referido processo.

São, em grande parte, destas cristas os seixos rolados de quartzito abundantes nas grandes planuras e terraços fluviais ribatejanos, os mesmos que podemos encontrar no fundo da terrina que, em Almeirim, vai à mesa com a tão falada “sopa da pedra”.

 

A. M. Galopim de Carvalho

(o autor não segue o acordo ortográfico)

 

Sarrazola… uma escola entre o mar e a serra

 

No caminho até à Sarrazola, sente-se o verde da floresta, as bermas povoadas de folhas outonais que esvoaçam à passagem dos pneus na estrada. Observo diariamente o elétrico, no seu ritmo compassado guiado pelo maquinista, que conduz turistas satisfeitos a fim de conhecerem a brisa atlântica. E eu percorro a estrada, conduzindo o meu veículo, como se todos os dias me permitisse descobrir as novidades oferecidas pela natureza. Chegada ao destino, à então designada EBI de Colares, estaciono e há um abraço incomensurável do silêncio, do horizonte que se aloja na vista, entre o mar e a serra. Sente-se o prazer de escalar 62 degraus de madeira até à entrada no recinto escolar, para do alto se observar os campos, o amontoado de árvores, a fronteira entre o azul e o verde. É na travessia de escadas que se começa a escutar o burburinho humano e o som de uma campainha. Os alunos surgem e, em carreirinho, vão descendo em direção à estradinha de terra, atravessando um cenário tão campestre, tão pouco humanizado, como numa ambiência pura das histórias infantis, semelhante à que envolvia o Tom Sawyer da nossa infância. Quem dera que todos sentissem a plena consciência do privilégio de estudarem num lugar tão tranquilo, tão belo…

E, à porta da escola, há uma serenidade que me abraça e ao mesmo tempo me faz recordar os caminhos que eu no passado percorrera para lecionar, envolvidos em trânsito caótico, com condutores impacientes, semáforos que incomodavam, numa ilustração de buzinas, numa mistura ofegante de fumo proveniente dos autocarros, num contexto fechado e sufocante de prédios altos. Quantas vezes imaginei que atrás de todos aqueles edifícios poderia avistar o mar ou uma floresta…

Passados estes anos, sinto efetivamente o atual presente como um privilégio, um desfrutar diário, simples, harmonioso e especial, o de trabalhar na Escola da Sarrazola.

Vera Sousa, professora de Português/Francês da EBI de Colares, 26-9-2019

Recomeçar…

Férias terminadas… Início do ano letivo a rolar…

É o momento para o nosso estimado Chão de Areia recomeçar a sua atividade. Somos a mesma equipa do ano transato e daremos continuidade à linha editorial prevista pela Direção do Agrupamento, os artigos a publicar serão artigos de fundo, crónicas, artigos de opinião, notícias de atividades, etc.

Consideramos que a participação de todo o Agrupamento será fundamental para a boa qualidade do nosso trabalho e para a frequência de artigos a publicar. Esperamos continuar a contar com a preciosa colaboração do Seraloc e estamos cientes de que, com a participação de todos poderemos aumentar a frequência da publicação de artigos e assim corresponder aos interesses dos nossos leitores.

A todos desejamos um ótimo ano letivo.

Assim, até breve!

Contamos com a vossa colaboração.

As editoras,

Ana Alexandre

Paula Pinto

As Festas Religiosas do Penedo

Festa em Honra do Divino Espírito Santo

Nas festas de antigamente, atava-se um touro com cordas e alguns homens seguravam-no pelas cordas para ele não fugir e andavam com o touro pelas ruas da No dia 9 de junho, realizou-se a celebração religiosa: Festa em Honra do Divino Espírito Santo. Uma festa que se celebra há muitos e muitos anos.

aldeia.  Depois começava a missa na capela da aldeia. Mais à noite matava-se e cozinhava-se o touro para o povo. No dia seguinte davam-se os restos aos pobres para comerem.

Hoje em dia, a festa é muito diferente: já não matam o touro, mas há missa, procissão e o jantar reúne o povo e alegra-o. Continua a ser uma festa bonita e alegre, mas um pouco modificada: há rifas e atividades.

Convidamos toda a gente a visitar-nos para o próximo ano!

Seraloc, 3.ºA

Perlimpimpim a Nossa História Começa Assim…

O Urso e a Raposa

Na floresta de Artnic, num dia de verão, uma família de coelhos estava a acampar.

O Pai Coelho e a Mãe Coelha gostavam muito dos seus três filhinhos: Pedrinho, Joaninha e Zezinho. Eles eram muito pequeninos e faziam muitas traquinices.

Na floresta, havia a Raposa Matreira que estava a espreitar a Família Coelho. Aguardava pelo anoitecer para comer os três coelhinhos. A Raposa, fingindo-se de amável, foi falar com os três coelhinhos que estavam à volta da fogueira a grelhar espetadas de cenouras.

– Olá meus amigos, como estão? – Perguntou a Raposa, com um sorriso amarelo.

– Estamos bem!

– Querem vir beber um batido de cenoura, enquanto brincamos, meus amigos?

Os coelhinhos aceitaram a proposta da raposa e, sem desconfiar de nada, foram até à toca. Quando chegaram lá, a Raposa tinha preparado um banquete para eles os três.

– Vamos fazer uma fogueira? – pergunta a raposa – mas não tenho lenha em casa.

-Uma fogueira? Perguntaram o Pedrinho e a Joaninha que já estavam a estranhar um bocado.

A Joaninha e o Pedrinho foram buscar a lenha ao bosque. O Zezinho ficou à espera com a raposa, na sua toca. Aproveitando a ausência dos irmãos, a raposa tentou comer o Zezinho! Mas o Zezinho fugiu para o bosque. Durante a sua fuga, o Zezinho chocou contra uma barriga enorme e peluda, vendo umas patas com garras enormes e uns dentes afiados. Era um urso. O Zezinho, assustado, fugiu! Encontrou os manos.

– Manos- diz o Zezinho – a raposa tentou comer-me e quando fugi, eu vi um urso muito grande e assustador!

Nesse momento, aparece a Raposa que pulou até eles, querendo comê-los.

De repente, o Urso salta por cima da Raposa, tentando afastá-la dos três coelhinhos. A Raposa e o Urso começaram a lutar. O Urso ganhou e a Raposa fugiu.

Os coelhos ficaram arrepiados e assustados. Será que o Urso os quer comer?!!

– Eu não vos faço mal!

-Achas que acreditamos nessa? Somos novos, mas não somos ingénuos! Tu és um Urso grande, mau, feio e gordo!

– Desculpem-me, eu não vos queria assustar – e o Urso foi embora triste.

Os Coelhinhos sentiram-se mal e muito tristes por terem sido injustos com o Urso. Depois de fazerem as pazes, voltaram ao acampamento e comeram espetadas de cenouras.

Moral da história, as aparências enganaram os três coelhinhos. Assim, como diz o ditado “Quem vê caras, não vê corações!”

Seraloc, 4.ºA

O Desafio do Seraloc

O que é um perímetro? Por exemplo, de um retângulo é: lado + lado + lado + lado, ou seja, é a soma de todos os seus lados.

O que é uma área? É a medida da superfície, ou seja, a medida do que está por dentro.

Agora diverte-te!!!

  • Associa/Liga os desenhos com o mesmo perímetro.

  • Associa os desenhos com a mesma área.

Conseguiste? Parabéns!

Seraloc, 3.º/4.º B