Diplomas de Mérito

Nos dias 3 e 10 de novembro de 2017 à tarde, alguns alunos receberam os Diplomas de Mérito Académico, no auditório da nossa escola.

Estas cerimónias, que contaram com a presença da Direção do Agrupamento, de Encarregados de Educação, de Professores, de ilustres convidados, que procederam às entregas, assim como, naturalmente, dos alunos homenageados, foram apresentada pela aluna Joana Ribeiro do 7º C, começaram com um vídeo sobre o ano letivo de 2016/2017, onde apareceram várias imagens de algumas atividades realizadas nesse ano. Logo a seguir entregaram os diplomas aos alunos do 1º, 2º e 3º ciclos, mas no meio das entregas, as alunas Liberdade Coutinho do 6º C e Leonor Inverno do 8º A, vencedoras do concurso de poesia do ano passado, declamaram os poemas com os quais elas ganharam o concurso. Após tudo isto, algumas ex-alunas da escola, que fazem parte de um grupo de dança, atuaram, juntamente com o resto do grupo. No final, houve lanche para todos os que estavam presentes.

A entrega de diplomas serve para os alunos não desistirem dos estudos e terem motivação para serem alunos de mérito.

 

Maria Firmino e Violeta Pestana - 8º D

Dia Mundial da Filosofia

Em 2002 a UNESCO instituiu o Dia Mundial da Filosofia, no propósito de promover a reflexão sobre os acontecimentos atuais, fomentar o pensamento crítico, criativo e independente, contribuindo assim para a promoção da tolerância e da paz. Desde então este dia é celebrado em todo o mundo na terceira quinta-feira do mês de Novembro, que este ano tem lugar hoje, dia 16.

Tudo o que aqui se pretende promover está contemplado no teórico e ilusório propósito oficial da nossa escolaridade obrigatória, agora de 12 anos. Basta ler os textos de alguns dos responsáveis pelo nosso ensino para verificar que assim é. Mas a verdade é que continuamos a ser um povo em que ainda são muitos os desinteressados pelos valores da ciência e da cultura, alienados pelo “jogo da bola” e em que muitos militantes e a maioria dos simpatizantes dos partidos políticos desconhecem os fundamentos das respectivas ideologias.

A Revolução de Abril escancarou, não só as portas, como os portões e as janelas, ao conhecimento nos mais variados temas das culturas científica, humanística e artística. Mas vivemos 43 anos, praticamente, de costas voltadas para estes valores, entretidos com futebol, lutas entre os aparelhos partidários, e três televisões, duas delas, privadas, essencialmente vocacionadas no lucro (o que não choca, como empresas que são e garantem trabalho a muita gente) e uma, pública, paga por todos nós, que “dá ao povo aquilo de que o povo gosta” e que, assim, não sai da incultura em que cresceu, vive e vai despedir-se deste mundo, sem ter aproveitado o prazer de saber e com isso ter participado numa sociedade melhor.

Não obstante os belos propósitos, que eu diria falhos de convicção, de responsáveis pelo ensino como, por exemplo o que diz que a escolaridade obrigatória estabelece que um aluno, no final dos respectivos 12 anos, esteja “munido de múltiplas literacias que lhe permitam analisar e questionar criticamente a realidade, avaliar e selecionar a informação, formular hipóteses e tomar decisões fundamentadas no seu dia a dia”, a verdade é que (só falo da experiência que tive) são muitos os rapazes e as raparigas, que pouco ou nada leram, que chegam à universidade falhos de todas as culturas, sem saberem escrever português.

Os teóricos que aconselham os governos pretendem (ilusoriamente e estou em crer que sem convicção) que o jovem, cumprida a escolaridade obrigatória, “seja livre, autónomo, responsável e consciente de si próprio e do mundo que o rodeia”, mas basta ver a elevada percentagem de abstenções nos actos eleitorais, para constatar a falência deste nobre propósito.

Os programas oficiais estabelecem que, nas diferentes áreas de competências, os alunos aprendam a “colaborar em diferentes contextos comunicativos, de forma adequada e segura, utilizando diferentes tipos de ferramentas (analógicas e digitais), com base nas regras de conduta próprias de cada ambiente”. Um belo e elevado propósito que não teve e continua a não ter realidade visível na média dos nossos cidadãos e cidadãs. O que salta à vista nos dias que correm e nesta geração de adolescentes, que teve e tem o privilégio de fruir da condição de estudante, é o uso obsessivo dos telemóveis, onde quer que estejam e seja a que horas forem.

É, pois, preciso e urgente olhar para esta realidade do nosso ensino. É preciso e urgente que o Ministério da Educação chame a si gente realmente capaz de proceder à necessária e profunda revisão de tudo o que se relacione com o ensino, a começar nos programas, passando pelo negócio dos livros e outros manuais adoptados e, a terminar, na conveniente formação e necessária dignificação dos professores e em tudo mais que lhes diga respeito, como seja, por exemplo, a libertação de todas as tarefas alheias à sua real missão de ensinar.

A.M.Galopim de Carvalho

Mediação de Conflitos – Sessões de novembro

Geologia

Com exceções, que sempre convém ressalvar, a Geologia não faz ainda parte das preocupações dos portugueses e, aí, estão muitos dos nossos agentes económicos e de cultura, jornalistas e decisores políticos. Há, pois que inverter esta situação e essa tarefa tem de ser feita na escola, onde não me canso de denunciar a pouca importância que sempre foi dada a esta disciplina.

Lado a lado com a Biologia, a Oceanografia e a Climatologia, a Geologia é uma parte importante das Ciências da Terra, que se ocupa do mundo não vivo ou inorgânico, formado não só pelas rochas e os seus minerais, mas também, pelos testemunhos petrificados das incontáveis formas de vida que povoaram a Terra, desde as muito antigas, com mais de 3800 milhões de anos, às muito recentes, com apenas alguns milhares.

As rochas formam a parte rígida do nosso planeta a que chamamos litosfera. Afloram à superfície dos continentes e formam o substrato dos oceanos, nos quais tem lugar um dos processos mais importantes da dinâmica global, isto é, a expansão dos seus fundos, num alastramento que determina a hoje inegável deriva dos continentes.

Em terra e em condições favoráveis de humidade e temperatura, a capa externa das rochas transforma-se em solo por ação dos agentes atmosféricos, de certas bactérias, das plantas que nele fixam as suas raízes e de alguns animais, como vermes e insetos que nele habitam. Muita gente anda esquecida e não repara que, sem os solos, não haveria vida sobre as terras emersas. Num esquema particularmente simplificado, basta lembrar que se não houvesse solo, não havia plantas, sem plantas não havia herbívoros e, sem estes, não haveria carnívoros nem esta espécie Homo dita sapiens que somos nós.

A atmosfera que atualmente nos rodeia e nos assegura a vida é o resultado de uma interação constante e contínua que existiu, desde há uns 2700 milhões de anos, entre organismos muito simples, como cianobactérias, e a cobertura gasosa do planeta. Muito diferente da atual, a atmosfera primitiva não tinha oxigénio.

Foram esses seres “descobridores” da clorofila (um pigmento verde contido no seu organismo) que produziram, por fotossíntese, o oxigénio necessário à respiração dos animais. Trata-se de um processo que continua a ser assegurado por todas as plantas que nos rodeiam.

É por isso que dizemos que os parques arborizados, no interior das cidades, são os seus pulmões. E é por isso que lutamos pela defesa da Amazónia e de todas as florestas de quaisquer latitudes, pois são elas que fornecem a parte mais importante, cerca de 21%, do ar que respiramos.

As rochas, a água, o ar e os seres vivos conviveram, entre si, ao longo da maior parte da história do “Planeta Azul”. Deste modo, a biodiversidade que hoje nos rodeia é uma consequência dessa interação durante a já referida imensidade de tempo, sendo a espécie humana o mais recente e complexo resultado desse convívio.

A Terra no seu conjunto, os fundos marinhos, as rochas, os minerais, os fósseis e os solos são temas de estudo da Geologia. Mas há outros, não menos importantes, como são a erosão e a subsequente formação das rochas sedimentares, os glaciares, os rios e os desertos, o nascimento e a elevação das montanhas e o rasoirar das imensas planícies, os vulcões, os sismos e a deriva dos continentes. Nestes estudos, a Geologia não dispensa os ensinamentos de outras ciências, com destaque para a Biologia, a Química, a Física e alguns domínios da Matemática.

Os recursos minerais, nomeadamente, os minérios de ferro, de alumínio, cobre, ouro e muitos outros, bem como as fontes energéticas, sejam elas petróleo, gás natural, carvão, geotermia ou nuclear, foram e são determinantes na História da Humanidade. As águas subterrâneas e o conhecimento dos terrenos, com vista à construção de barragens, pontes, estradas e outras grandes obras de engenharia, são suportes fundamentais da civilização. Todos estes domínios e, ainda, a defesa do ambiente natural e a preservação do património geológico e paleontológico representam aspetos práticos da Geologia ao serviço da sociedade em desenvolvimento sustentado, com profundas implicações económicas, sociais e políticas, à escala local, regional e global. Acresce ainda, e é bom não esquecer, que a Geologia, como ciência fundamental, sempre teve a maior importância no pensamento filosófico, desde a Antiguidade aos nossos dias.

A.M.Galopim de Carvalho

Como Se Fez – 43: Amarelo à Frente

 

Primeiro escolhe-se o limão, lava-se bem, limpa-se e corta-se a casca conforme se vê na imagem, tendo o cuidado de não a partir, nem arrancar e de não ultrapassar muito a zona mais larga.

Prepara-se o fundo: cartolina preta colocada a fazer uma ligeira curva na transição entre o plano vertical e o horizontal, isto é, não pode haver qualquer vinco.

A seguir usa-se linha preta de coser, dobrada, enfiada numa agulha. Nó duplo ou triplo a agarrar as duas pontas, espeta-se então a agulha de baixo para cima no topo da casca e puxa-se para o alto, para a levantar. Ajusta-se a posição o limão.

No topo da cartolina estão molas de roupa e um pau de espeto que irão segurar a agulha, mantendo a linha esticada.

Iluminação natural indireta, enquadramento ao alto e, no fim, a pós-produção (programa de edição de imagem) retira o nó e os vestígios visíveis da linha.

Só a linha foi para o lixo, tudo o resto foi reaproveitado.

JML

Stop Leio – Como Foi

No dia 25 de outubro, pelas 9h25 , realizou-se a atividade “Stop, leio 25 minutos” proposta pela BE e que consistiu num momento de paragem para leitura em simultâneo. A atividade contou com a participação das turmas do 6ºE, com os professores Ana Tiago e Carlos Santos; 8ºB, com a professora Ana Alexandre e 9ºD, com a professora Helena Antão. Leu-se em Português, leu-se em Alemão, quem sabe se leia em Francês e em Inglês na próxima sessão. Leu-se em conjunto e leu-se de forma autónoma;  leu-se  para superar  “Desafios de Leitura”, leu-se para sonhar, leu-se para viajar, e leu-se porque sim, pelo simples prazer de ler.

Obrigada a todos pela vossa participação. Esperamos que tenham apreciado o momento.
Professora Paula Jacinto

Terra Treme

No dia 13 de outubro a Terra tremeu. Felizmente, desta vez, foi apenas um simulacro de sismo promovido pela Autoridade Nacional de Proteção Civil, marcado para as 10:13 horas.

O objetivo desta iniciativa foi chamar a atenção para o risco sísmico e a importância de comportamentos simples que os cidadãos devem adotar em caso de sismo, que podem salvar vidas.

Em caso de sismo, lembrem-se das Regras de Ouro: Baixar, Proteger e Aguardar.

Vicente Poeira – 8º B

Halloween Contest

M.A.S.M.O. – Peça de outubro

Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas

 Sarcófago Etrusco de Arnth Vipinana
Século IV a.C. Nenfro 2,09 x 1,14 x 0,64 Necrópole de Carcarello, Tuscania, Lácio, Itália

Na tampa deste sarcófago está representado um homem de formas vigorosas, sem barba, preparado para um banquete. A única peça de vestuário é um manto que cobre as pernas até ao baixo-ventre. Na cabeça tem uma grinalda arredondada, decorada com losangos. No pescoço tem um torques – gargantilha frequentemente em ouro –, símbolo de riqueza e poder social. Na mão direita segura uma pátera – taça de libações rituais – e com o antebraço esquerdo apoia-se num colchão, evidenciando assim o ventre volumoso, onde se vê o umbigo.

A base do sarcófago apresenta um baixo-relevo – delimitado por duas pilastras laterais com capitéis jónicos –, onde estão representadas oito figuras que compõem uma cena de combate. É possível verificar uma certa uniformidade, pois todos os envolvidos no combate usam um barrete frígio e uma clâmide (manto curto preso no ombro) fechada no peito por uma fíbula.

A cena de combate está dividida em dois grupos de quatro figuras cada, e na extremidade direita surge uma Vanth alada e vestida de chiton curto, que se prepara para desferir um golpe de espada contra o guerreiro caído.

As Vanth, ou demónios da morte, eram entes femininos alados pertencentes ao mundo infernal. A sua presença era considerada um prenúncio do fim. Assistiam à agonia vivida no leito de morte.

A base deste sarcófago apresenta uma inscrição redigida com caracteres etruscos, cuja tradução é: “este (é) o sarcófago de Arnth Vipinana, (descendente) de Sethre”.

O sarcófago de Arnth Vipinana chegou ao Palácio de Monserrate, juntamente com outros dois sarcófagos de membros desta família etrusca, no decorrer do ano de 1867. Sir Francis Cook utilizou-os como decorações nos jardins do seu palácio, denunciando assim o gosto que a Europa culta do Romantismo nutria por antiguidades e obras de arte de povos antigos e exóticos. Ali permaneceram até tempos recentes, tendo sofrido incontáveis danos por parte de visitantes menos esclarecidos e das intempéries.

Finalmente, conseguiu-se a sua remoção para o Museu, tendo sido alvo de um cuidadoso trabalho de limpeza por parte da Escola de Recuperação do Património de Sintra e, já no âmbito do Museu, das ações de restauro consideradas indispensáveis à sua exposição pública.

Marta Ribeiro

Stop, Leio

Outubro é o Mês Internacional das Bibliotecas Escolares – MIBE.  Deste modo, a BE convida todos os elementos da Comunidade Educativa a participar na atividade “Stop, leio 25 minutos” na próxima 4ª feira, 25 de outubro das 9h25 às 9h50.

Não se esqueçam de trazer um livro de casa ou requisitar na biblioteca com antecedência.

Participe!

Boas Leituras!

Paula Jacinto