Simulacro de setembro

No dia 29 de setembro de 2017, realizou-se mais um simulacro de incêndio na nossa Escola Básica Integrada de Colares.

Contámos com o apoio das autoridades competentes, tais como os Bombeiros Voluntários de Colares, a GNR (Escola Segura), a Proteção Civil e a Direção o Agrupamento, que procuraram alertar e ensinar os alunos a saber lidar com situações de incêndio que possam ocorrer no futuro.

Catarina Fontoura -  8º B

SOS Oceanos

Encontra-se patente no centro de Ciência Viva de Sintra uma exposição de escultura da autoria da professora Maria del Mar Amate em coautoria com Marta Gaspar subordinada ao tema: SOS Oceanos.

A professora Maria Del Mar esteve no ano letivo transato a lecionar na nossa escola na área do Ensino especial.

As peças expostas, realizadas a partir da reutilização e reciclagem de materiais, foram pensadas tendo como objeto uma reflexão que esta instituição está a promover relativamente ao alarmante problema que o lixo marinho tem vindo a significar para o nosso ambiente.

Um registo fotográfico de circunstância dá-nos, ainda assim, uma ideia da riqueza plástica que as peças apresentam. A recriação das formas associada à exuberância da cor reinterpreta a beleza com que mares e oceanos nos presenteiam. Esta beleza, plasmada nas peças, contrasta com o lixo que lhe está associado (lixo recolhido em algumas praias desta nossa costa).

Maria del Mar é um nome que está em perfeita sintonia com este tema tão atual. Do mar e pelo mar, eis uma exposição/reflexão a não perder até final do mês de Outubro. E aqui tão perto !!!

Mário Barreiro

Duas Notas de Dez

O aluno Gonçalo Loureiro do 7º C, achou 20 euros no recinto da escola e foi entregá-los a uma Assistente Operacional, para que fossem devolvidos a quem os tivesse perdido.

A aluna Raquel Neves, do 9º D, ao tirar qualquer coisa do bolso, puxou, sem querer, os 20 euros que lá tinha. Só se apercebeu da falta do dinheiro, mais tarde, quando precisou dele. Naturalmente, informou uma funcionária do sucedido.

A atitude idónea e altruísta do Gonçalo valeu-lhe a atribuição de um Certificado de Honestidade, criado para o efeito, pela Coordenação da Escola.

Na imagem o momento de devolução das notas e entrega do Certificado.

JML

Mediação de Conflitos, para não esquecer

Museu da Assembleia da República – Peça de outubro

Retrato de Manuel de Arriaga. António Novais (1855-1940). Pintura a óleo sobre tela, 88×72,5 cm, nº Inv. MAR 5592.

PEÇA DO MÊS | RETRATO DE MANUEL DE ARRIAGA

Retrato de Manuel José de Arriaga Brum da Silveira (1840-1917), Primeiro Presidente da República, eleito pela Assembleia Nacional Constituinte, após aprovação da nova Constituição, a 24 de agosto de 1911. Esta obra foi realizada pelo pintor-retratista António Novais, a partir de uma fotografia largamente difundida na época, da autoria de Vasques, com caráter meramente documental e ilustrativo.

A figura ao centro, ocupa a quase totalidade da tela, retratada a meio corpo e de braços cruzados, virada a três quartos à direita, mas com o rosto quase de perfil. A paleta cromática é muito reduzida, cingindo-se aos negros e cinzentos, a luz proveniente da direita concentra-se no rosto, realçando a farta cabeleira embranquecida, o bigode e a pera. Sobre o nariz, apoiam-se óculos de aro fino sem hastes. O colarinho subido e os punhos brancos da camisa são os únicos pontos que se destacam do casaco negro. O fundo é uma mancha difusa de tonalidade cinza, réplica da fonte iconográfica (uma fotografia realizada no atelier do fotógrafo), sem criação de qualquer composição adicional. Assinado e datado no canto inferior direito A. Novais/912. No canto superior esquerdo tem a inscrição Dr. Manoel Arriaga/1º Presidente/da/República/1911.

Como Se Fez – 42: Kiss Me

Mal olhei para estas peras, imaginei logo dois passarinhos. Abri a janela, mas não foi para fugirem, coloquei-as sobre a calha, inclinadas uma para a outra, preparei o equipamento e fotografei-as.

As condições de iluminação não eram as melhores, mas eu tinha de as fotografar antes que alguém as comesse e o local tinha de ser aquele por causa do fundo, que ficou intencionalmente desfocado. Um mau fundo pode arruinar uma fotografia. Fiz também uma captação em “Low Key” (a da esquerda) e uma em “High Key” (à direita). Alguns fotógrafos levam estes dois extremos aos limites do quase tudo negro e quase tudo branco.

https://www.tecmundo.com.br/como-fazer/28899-fotografia-aprenda-a-utilizar-as-tecnicas-low-key-e-high-key.htm

Se mais alguém vê os passarinhos, ainda há Esperança para a Humanidade. É sinal de que o mundo ainda não é como todos os gatos são à noite: Pardos.

JML

 

Mediação de Conflitos

M.A.S.M.O. – Peça de de setembro

   Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas

Ara dedicada a Júpiter

Fragmento epigrafado de ara romana (atualmente reconstituída), de calcário, dedicada a Júpiter, pai dos deuses. Foi descoberto na Granja dos Serrões, Sintra, em 1960. Apesar de a linha superior do texto estar hoje quase totalmente obliterada, os vestígios subsistentes de alguns dos respetivos caracteres confirmam que o nome do dedicante é seguramente o de Lucius Iulius Maelo Caudicus, que por volta dos 30 anos de idade foi sacerdote do imperador Augusto no Município Olisiponense. Esta figura de elevado estatuto social é conhecida a partir de outra inscrição da região, a da fonte de Armês, obra de utilidade pública que mandou fazer às suas custas.

A inscrição, exarada nos inícios do séc. I d.C. – quando Lucius Iulius ainda era um jovem –, destinar-se-ia a ser colocada num templo em que era cultuado o deus supremo do panteão romano. Tal templo situar-se-ia porém não em ambiente urbano, mas sim no território fundiário pertencente à villa da família de Caudicus.

 

José Cardim Ribeiro apresenta a seguinte proposta de leitura:

[L(ucius)] IVLI[VS . MAE]/LO . CAVDICV[S] / IOVI . V(otum) . S(oluit) . A(nimo) . L(ibens) .

Lucius Iulius Maelo Caudicus, a Júpiter, cumpriu o voto de livre vontade.

Note-se que o dedicante é um indivíduo que, apesar dos seus praenomen e gentilício latinos, apresenta dois cognomina indígenas. O que demonstra a plena romanização e ascensão político-social de antigas famílias hispânicas na ciuitas de Olisipo, agora, nos alvores da Romanidade.

Está em exposição no Museu.

Marta Ribeiro

Conhecimento e Cidadania

O tempo que estamos a viver alarga o fosso entre os que estudam e, assim, aspiram e conquistam o direito à cidadania, e os outros, os que não veem qualquer interesse no estudo.

Em complemento da sua nobre missão de ensinar, o professor deve fazer sentir esta realidade aos seus alunos, em especial aos mais desprotegidos e atingidos pela exclusão social que grassa em tantas escolas marcadas pela suburbanidade crescente que carateriza as sociedades desenvolvimentistas. Transmitir esta mensagem aos jovens é um dever moral dos professores, essencial na luta contra o insucesso escolar e pelo direito a uma condição humana de maior dignidade. Não é fácil, mas não é impossível esta tarefa. É bom lembrar que cidadania e conhecimento são indissociáveis e, assim, este tem forçosamente de ser democrático.

O profissional de ensino tem de ter arte (por vocação própria ou porque para tal foi formado) de levar os educandos a “aprenderem a gostar de saber” e, assim, sentirem interesse pelas matérias que tem, por dever, transmitir-lhes; levá-los a terem prazer no convívio com ele e, por esta via, verem a escola como algo importante nas suas vidas.

Mas há outras chaves para o referido sucesso, a considerar face aos alunos mais crescidos, que também a experiência me ensinou. Uma, é conseguir inculcar neles a noção do “dever cívico de estudar”, levando-os a tomarem consciência do privilégio que têm na condição de estudantes e das suas obrigações face à sociedade que os sustenta.

A outra chave não menos importante é estimular-lhes a “autoestima”.

Fundamental no binómio ensino /aprendizagem, compete, em grande parte, ao docente, conduzir o aluno nesses três sentidos. Quaisquer que sejam as matérias em causa ou os níveis de escolaridade e etário do discente, estas chaves fazem dele alguém que tem gosto em aprender, que frequenta a escola com prazer, que encara o estudo como um dever de cidadania e tem brio na sua condição de estudante. Para tal, o professor tem de conseguir estabelecer com o aluno uma aproximação de confiança e afetividade mútuas que lhe permita actuar, com êxito, nestas vertentes.

Foi assim a minha relação com os muitos milhares de alunos com quem troquei saberes e afectos.

Quem ensina tem de saber ganhar a confiança dos alunos e, também, o seu afecto. Feliz do estudante que goste da convivência com o seu professor, pois essa relação é decisiva na sua atitude face à escola e ao gosto de aprender. Duplamente feliz se esse professor estiver à altura do seu papel que, para além de educacional é, sobretudo, social.

A. M. Galopim de Carvalho

Como Se Fez – 41: Splash

Tal como para a primeira série do Como Se Fez, estes artigos são escritos partindo do princípio de que os leitores têm conhecimentos elementares sobre Fotografia. Caso não os possuam ou já não os recordem, recomendamos a leitura dos 40 artigos anteriores, que estão disponíveis no grupo das Categorias (coluna da esquerda nesta página) ou escrevendo “Como Se Fez” na caixa de pesquisa abaixo das letras “eia” do nome deste jornal. Todos têm uma forte componente didática. Convém começar pelo primeiro: Luz Solar.

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Este Splash foi provocado por um pedaço de maçã largado para dentro de um cálice com leite. A Fluidez e a Viscosidade não são iguais em todos os líquidos: Água, Café, Azeite e outros, produzem efeitos interessantes em situações idênticas, mas captá-los sem utilização de flash ou iluminação de estúdio, é sempre uma lotaria e muitas vezes sai-nos a cautela sem prémio.

Nesta imagem, o fundo é uma cartolina preta, que não pode ficar iluminada (advertência já feita na 1ª Série do Como se Fez). O cálice tem 5 centímetros de diâmetro e fica colocado dentro de um tabuleiro, que irá conter o líquido entornado, que (em repouso) não deve ficar a menos de 1 centímetro do rebordo. O copo tem de ficar iluminado diretamente pela luz solar.

Os pedaços de maçã (ou qualquer outro fruto) cortam-se entretanto, podendo ficar com tamanhos diferentes, mas (como é evidente) nunca maiores que a boca do copo.

Câmara no tripé, Velocidade regulada para 1/2000 (isto é, meio milésimo de segundo) e a Abertura terá de ser relativamente pequena, para garantir profundidade de campo numa imagem captada a um palmo da objetiva. Provavelmente será necessário ajustar a Sensibilidade, que neste caso foi de ISO 1000 para a primeira imagem e de 800 para a segunda.

É evidente que, quanto maior a sensibilidade, mais ruído tem a imagem, mas não se pode ter tudo.

Depois de focar cuidadosamente, a câmara foi colocada a disparar em rajada, neste caso 7 fps (fotogramas por segundo), ficando o disparador numa mão, enquanto a outra vai largando os pedaços de fruta. Aqui teria dado jeito um Assistente de Produção, mas estava indisponível.

No fim, tudo foi aproveitado, excluindo as poucas gotas de leite que ficaram no tabuleiro.

O exemplo abaixo é um berlinde grande (abafador) largado para dentro de mesmo cálice, que tinha detergente para a loiça. Foi tudo reaproveitado.

Tal com referido no “CSF 38 – Pena”, para ver qualquer destas imagens num tamanho maior, usa-se o Menu de Contexto (botão direito do rato) no Google Chrome e escolhe-se a opção: Abrir num Separador Novo.

Conclusão: Podem ser gotas do próprio líquido a pingar para o recipiente, mas quanto maior for o que lá cai, mais interessante é o efeito.

Hiperligação para um exemplo de um fotógrafo profissional brasileiro, onde está um pequeno filme que vale a pena ver:

https://www.fotografia-dg.com/dicas-stills-alta-velocidade-splashes/

JML