“As aventuras do capitão Sarrola e seus incríveis piratas”

 

No passado dia 30, o Pé de Meia, grupo de teatro da EBI de Colares, apresentou a peça “As Aventuras do Capitão Sarrola e seus incríveis Piratas”. Foram feitas duas sessões, a da manhã (ensaio geral), com a assistência de 6 turmas dos 2º e 3º ciclos e a da noite no âmbito da 27ª Mostra de Teatro das Escolas de Sintra. A última sessão contou com a assistência da comunidade escolar e com o júri da Mostra.

No próximo dia 13 serão feitas mais duas sessões para as restantes turmas da Escola. Todas as apresentações são realizadas no Auditório Gil Vicente.

O tema da peça é a poluição dos oceanos e a necessidade de que todos se consciencializem deste problema tão atual e lesivo do nosso meio ambiente e do futuro do nosso planeta.

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Ana Alexandre
Coordenadora do Núcleo de Teatro e Animação, grupo de teatro Pé de Meia

Conselho eco-escolas

No dia 1 de abril, durante a manhã, decorreu na EBI de Colares a cerimónia do hastear da bandeira verde. Esta cerimónia contou com a participação do grupo “Be Col ARES”, uma apresentação, por parte dos alunos que foram à manifestação Climática Estudantil de 15 março, dos motivos para a realização da mesma e do hastear da bandeira ao som do hino eco-escolas.

Seguidamente os eco-delegados foram convocados para a reunião do conselho eco-escola na qual se tomaram decisões sobre os próximos passos a dar e procedeu-se à avaliação do que já foi realizado.

João Calaim, coordenador do  projeto  Eco-Escolas

 

Os Heróis do Holocausto

No dia 25 de março de 2019, entre as 10.30 e as 12.00, a Escola Básica Integrada de Colares contou com a visita do Senhor Embaixador de Israel, Raphael Gamzou, acompanhado pela sua Assessora de Imprensa, Diana Kadosh.

A visita foi enquadrada no trabalho realizado pelos alunos da turma B do oitavo ano, com o tema “Heróis do Holocausto”, no âmbito do estudo da obra “Diário de Anne Frank” na disciplina de Português, que culminou na realização de uma homenagem às vítimas e àqueles que, com risco da sua vida, tudo fizeram para salvar o maior número de pessoas possível.

A cerimónia de homenagem teve a audiência dos alunos das turmas A, B e D do nono ano, orientadas pela professora de História Dulce Mariano e realizou-se sob a excelente liderança do Coordenador da Escola, professor Nuno Cabanas, com o inestimável apoio técnico e criativo do Assessor de Coordenação, professor João Trigo.

A homenagem foi enaltecida, não só pelas palavras sábias dos intervenientes como também pela apresentação de um comovente slideshow, elaborado pelo Assessor de Coordenação, professor João Trigo, que ilustrou o contraste entre os horrores do Shoah e aqueles que, durante o genocídio, conseguiram manter viva a luz da esperança.

A aluna Sara Afonso procedeu à apresentação do Senhor Embaixador de Israel, enaltecendo o seu impressionante curriculum vitae. Seguiu-se a leitura, pelo aluno Rodrigo Ferreira, de um excerto da obra Diário de Anne Frank, correspondente ao dia 15 de julho de 1944, em que a autora se refere ao impacto da guerra sobre os jovens, terminando com uma mensagem de bondade e de esperança, em que reafirma, apesar de tudo, a sua fé na Humanidade.

Então, após a visualização do slideshare da autoria do professor João Trigo, os alunos Sara Afonso e Lourenço Pimenta apresentaram a biografia de Irena Sendler, um dos maiores exemplos de coragem e abnegação durante a ocupação nazi, que, com o seu esforço e sacrifício salvou duas mil e quinhentas crianças.

Seguiu-se a apresentação pelo aluno António Pedro Gonçalves da biografia de Aristides de Sousa Mendes, herói português que protagonizou a “desobediência justa”, emitindo vistos que salvaram cerca de trinta mil pessoas. Os alunos Guilherme Angélica e Rúben de Sousa apresentaram Oskar Schindler, um herói alemão que protegeu mil e duzentos judeus. O doutor Janusz Korkzac, nascido Henryk Goldzmit, que se recusou a abandonar os seus cento e noventa e quatro órfãos e acabou por falecer no Campo de Extermínio de Treblinka, foi apresentado pelos alunos Ricardo Bejinariu e Rodrigo Brandão.

E a heroína da Resistência Francesa Nancy Wake, que acompanhou centenas de refugiados judeus e de soldados aliados, no segredo da noite francesa, em direção à salvação, foi apresentada pelas alunas Joana Alves e Maria Ernesto. Muitos mais exemplos se seguiriam – muitos mais exemplos que merecem a mesma dignidade e honra e cuja memória não pode mergulhar no esquecimento – não fosse a exiguidade do tempo de que dispúnhamos. Assim, os alunos Joana Vilela e Rafael Magno estavam preparados para apresentar o exemplo de Albert Goering, um herói alemão que enfrentou a sua família e o poder vigente para se colocar, ostensiva e desafiadoramente, ao lado dos judeus que estavam a ser vilipendiados e agredidos, e salvou, com a sua influência, muitos judeus e praticantes de outros credos censurados na Alemanha Nazi. E, por fim, os alunos Rodrigo Ferreira e Francisco Patrocínio defenderiam a honra de Juan Pujol Garcia, um catalão brilhante que, a partir de Portugal, sem recurso à tecnologia, criou uma rede de espionagem fictícia e uma estratégia que desbaratou a defesa alemã perante o desembarque na Normandia no dia D, permitindo a vitória decisiva das forças aliadas.

No final, o Senhor Embaixador de Israel agraciou os presentes com uma comovente mensagem de Paz, em que destacou o facto de esta situação ter acontecido há tão pouco tempo na História da Humanidade e, no entanto, haver o risco de a sua memória se perder; algo que temos a responsabilidade de não deixar acontecer. Referiu-se, como exemplo, à intolerância contra os muçulmanos e citou o repulsivo atentado ocorrido na Nova Zelândia no dia 15 de março, em que perderam a vida cinquenta pessoas. A mensagem que deixou, não só aos jovens como aos adultos presentes, reforçou que se deve amar o próximo, não apesar da sua diferença mas justamente porque é diferente. Apelou à consciência, referindo que não podemos ser bystanders, ou seja, ficar indiferentes, quando vemos uma agressão, uma injustiça, uma atrocidade acontecer; temos de ser intervenientes e agir para impedir.

O Senhor Embaixador de Israel deixou um especial agradecimento ao Coordenador da Escola, professor Nuno Cabanas, ao Assessor de Coordenação, professor João Trigo e à professora Sílvia Weber, pelo convite, pelo maravilhoso acolhimento e pelo trabalho desenvolvido com os alunos em homenagem às vítimas e aos heróis, e a todos os presentes, pela simpatia e cordialidade como foi recebido. Manifestou, ainda, o seu apreço por esta escola, pela forma como promove e defende os valores e ideais da Humanidade.

Ao Senhor Embaixador de Israel, deixamos o nosso especial agradecimento pela forma como prontamente cancelou compromissos para comparecer nesta homenagem, pela presença simples e afável que demonstrou e, sobretudo, por aquela mensagem de Paz e Solidariedade entre as nações que não vamos esquecer e pelo exemplo de grandeza que deixou aos alunos.

A professora e alunos do 8º B

A Matemática é uma escada

Com um bom professor de Matemática, não há aluno que não goste desta superior expressão da espécie humana.

Por outras palavras, que podem parecer injustas e duras, “um mau aluno em Matemática reflete, quase sempre, um mau professor”.

Um parêntesis para dizer que esta afirmação é válida para qualquer disciplina.

Voltando à Matemática, eu sei por experiência, como aluno, do que estou a falar.

“A Matemática é uma escada” – disse-me o novo professor do ano (1949) em que repeti a disciplina no meu 7º ano (atual 11º)”, no Liceu de Évora, e continuou – “sobes o primeiro degrau e só quando tiveres o pé bem assente, sobes para o segundo e, assim, sempre a subir, sobes até onde quiseres.

Imagem retirada de Jorge Azinheira, no Facebook.

A.M.Galopim de Carvalho

Simulacro de incêndio

No dia 12 de março realizou-se mais um simulacro de incêndio na EBI de Colares.

Desta vez o desafio foi utilizar o novo dispositivo de socorro existente na escola: o DAE – desfibrilhador automático externo.

Incluíram-se, também, neste simulacro, os fumos e a existência de vítimas.

No final do simulacro, realizou-se a reunião de balanço com a presença de todas as entidades envolvidas: Bombeiros Voluntários de Colares, GNR de Colares, elementos da Proteção Civil e Coordenação do estabelecimento. Podemos dizer, com satisfação, que o desempenho na atividade foi de grande qualidade, revelador de uma cultura de segurança que já se encontra assimilada.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A coordenação da EBI de Colares

Teatro Educacional em Inglês

No final do mês de fevereiro as turmas de 5º, 6º e 9º ano, assistiram a três espetáculos de teatro em Inglês, respetivamente “Jack and the Giant”(5º ano), “The Alien Grammar Show” (6º ano) e “Tour of Britain”(9º ano). As representações tiveram lugar no Auditório Gil Vicente na EBI de Colares e foram da responsabilidade da companhia MyheARTheatre, sobre a qual publicamos abaixo algumas notas. Foram momentos divertidos e muito interessantes.

A MyheARTheatre é uma companhia de teatro educacional sediada em Portugal desde 2018, tendo como objetivo usar o teatro como método de ensino focado na língua inglesa. A companhia proporciona  momentos de entretenimento, mas sobretudo didáticos, com peças e workshops criados para idades entre os 4 e os 80 anos.

A equipa é constituída por dois ou três atores que se deslocam às escolas e podem realizar até quatro peças num dia. Todos os espetáculos escolhidos poderão ser diferentes e criados para alunos com diferentes níveis de Inglês, desde iniciantes a pós-intermédios.

Let your students learn in a fun and interactive way!

O grupo de Inglês da EBIC


















Foto cedida pelo MyHEARTheatre

 

Das Pedras ao Pensamento

Foram as pedras e os fósseis, que muitas delas trazem dentro, que nos deram a conhecer a origem e a evolução da Terra e da Vida, ao longo de centenas de milhões de anos (Ma). Foi nesta evolução que matéria inerte, como são os átomos de oxigénio, hidrogénio, carbono, azoto e outros como fósforo e enxofre, em muito menores percentagens, se combinou a ponto de gerar a vida e, através do cérebro humano, adquirir capacidade de pensar. O Homem, feito dos mesmos átomos (herdados de outras estrelas) de que são feitos os minerais, as plantas, os outros animais e tudo o mais que existe, é matéria que conquistou capacidade de se interrogar, de se explicar e de intervir no seu próprio curso e no da Natureza que lhe deu vida e berço.

As pedras, todos sabemos de experiência feita, são ocorrências naturais, rígidas, coesas e duras. Surgem assim, tal qual, na natureza, não se dobram nem se amolgam, não se esboroam nem se esfarelam, e fazem mossa onde quer que batam. Sendo matéria, têm massa e, como tal, estão sujeitas à gravidade, ou seja, têm peso.

O pensamento é um produto imaterial do cérebro, não tem dimensão física. Não tem volume nem massa, nem peso, nem cor, não é quente nem frio e não ocupa espaço. Para ele não há gravidade nem distâncias, nem fronteiras materiais. É ubiquista, podendo estar, ao mesmo tempo e a qualquer momento, aqui e nos quasares mais longínquos, nos confins do Universo, a milhares de milhões de anos-luz. Não surgiu da noite para o dia, por obra e graça divina (no meu entender, claro). É o culminar de uma evolução da matéria gerada com o começo do Universo, há cerca de 13 800 Ma.

Foram pedras ou rochas, como as que nos caem do céu (meteoritos), que, há cerca de 4570 Ma, se aglutinaram (a chamada fase de acreção) dando origem ao corpo planetário (protoplaneta) que é o nosso. Este corpo que, por razões já explicadas noutros posts, se transformou numa “bola de fogo”, acabou por arrefecer em superfície, gerando, assim, as primeiras rochas, que apelidamos de magmáticas, porque nasceram da solidificação de um banho fundido (magma), como acontece no basalto, ou ígneas porque imaginamos esse banho incandescente à semelhança da lava que sai da cratera do vulcão.

Foi a erosão destas rochas que gerou os primeiros sedimentos. Durante as primeiras centenas de milhões de anos, num planeta ainda sem vida, estes sedimentos foram-se acumulando, compactando e endurecendo (litificando), edificando rochas que, logicamente, apelidamos de sedimentares e dizemos estéreis, isto é, sem fósseis. É a partir de um patamar da história geológica, ainda não seguramente fixado, mas datado de há cerca de 3500 Ma, que as pedras nos começaram a desvendar a história da Vida. Num folhear de “páginas” ou seja, de camadas de rochas sedimentares, que totalizam alguns quilómetros de espessura, está escrita grande parte (há, ainda, muitas lacunas) da evolução da biodiversidade, a começar em bactérias primitivas e a terminar no superpredador e super poluidor, que somos nós. E é aqui que, por vaidade deste auto designado “Homo sapiens”, surge o pensamento.

O cérebro, cuja estrutura vai sendo a pouco e pouco desvendada, é matéria que atingiu o superior patamar do pensamento, criando e combinando ideias a partir das perceções que os sentidos lhe fornecem do mundo físico que o rodeia. O pensamento é, assim, a expressão mais complexa de uma dinâmica própria da evolução da matéria. Por outras palavras é a manifestação mais elaborada da realidade física do mundo que conhecemos, na qual foi consumida a quase totalidade do tempo do universo.

Na opinião de alguns historiadores, terá sido entre os gregos que começou a audácia e a grande aventura do pensamento. É hoje consensual que a filosofia, como superior elaboração do pensamento, nasceu, por volta do século VII a.C., da recusa ao carácter sobrenatural dos mitos, que então dominavam as crenças, não só da sociedade grega, mas de toda a Ásia Menor. Para eles, a filosofia inaugurou o discurso abstrato e universal, amparado na reflexão e argumentação, ou seja, no pensamento. Daí que filósofos e pensadores são duas maneiras de dizer a mesma coisa.

A. M. Galopim de Carvalho