Quarto Ano no Gimnodesportivo

No dia 15 de junho, as turmas do 4º ano da EBI de Colares deslocaram-se ao pavilhão gimnodesportivo da EB2/3 para conhecerem as instalações e as diferentes modalidades da Educação Física. A professora Sofia Loureiro, de educação física e os alunos do 8º C, ajudaram a execução dos exercícios. Os alunos do 4ºano agradecem a todos a disponibilidade e a partilha de conhecimento.
Adorámos este dia.
Os Alunos do 4º Ano

Pergunta da Quinzena – 8

– Resposta da questão anterior: Cinco. Confira aqui.

 

No ano de 2011, onde se realizou o Campeonato Mundial de Orientação, para o qual a nossa escola foi apurada? (notícia publicada a 13 de junho de 2011)
JML

Recolha de Caixas de Ovos

A turma do 8º C, na disciplina de Organização do Projeto de Turma (OPT), dinamizou uma atividade que consistiu em revestir o teto do Bar do Alunos, com o intuito de diminuir o ruído existente neste espaço.
Este projeto ainda não ficou concluído neste ano letivo, no entanto, com este pequeno texto, pretendo em meu nome, como professora da disciplina e, em nome dos alunos envolvidos, agradecer a participação de todos na recolha das caixas de ovos. O número de caixas até hoje recolhido, superou em larga escala a nossa expetativa e foi muito gratificante perceber que, de algum modo, muitos alunos e seus familiares, professores, auxiliares de ação educativa, entre outros, se comprometeram com esta iniciativa e nos ajudaram.Acrescento ainda que, a concretização deste projeto também teve a especial colaboração dos elementos do Conselho de Turma do 8ºC, em especial das disciplinas de Educação Visual e Matemática e, da Coordenação da Escola, por isso, muito obrigada a todos!
Prof. Liliana Cabral

O Trigo e o Joio

Desde 1968, ano em que, concluído o doutoramento, passei a estar incumbido da orientação da componente científica dos estágios dos alunos finalistas, candidatos a professores do básico e do secundário, – há 50 anos, portanto! – que mantenho contacto frequente com as nossas escolas e uma parte significativa dos seus professores. Mesmo depois de jubilado, por hábito ou, talvez, por vício, mantive e continuo a manter frequente contacto, alargado de há uns anos para cá, ao ensino pré-primário e aos respetivos educadores (na realidade, quase só educadoras), uma classe profissional da maior importância, sobre a qual, assim como dos muitos jardins-escola que conheço, tenho a melhor das impressões.

Devo começar por dizer que as considerações que, com toda a humildade, objetividade e vontade de servir, penso ser meu dever fazer, se reportam ao ensino das Ciências Naturais, no Básico, e da Geologia, no Secundário, um panorama que me dizem abranger o ensino de outras disciplinas.

A vivência a que me refiro no início do texto permitiu-me constatar realidades que insisto em destacar, reflexões que me parece dever partilhar e propostas que tomo a liberdade de apresentar.

Há professores, eles e elas, excelentes, quer em termos de competência científica e pedagógica, quer na dedicação ao ensino que encaram como uma missão, a par de uma mediania que cumpre razoavelmente a sua obrigação e de um conjunto cuja extensão desconheço de homens e mulheres, sem preparação suficiente, que fazem do ensino um emprego, não uma profissão e, muito menos, uma missão.

Os vergonhosos resultados escolares, em Portugal, dão que pensar.

Percebe-se, aqui, a sistemática recusa de muitos professores (os jornais têm falado em milhares) face às diversas propostas de avaliação feitas pelos governos, ao longo de mais de uma dezena de anos.

Nesta luta dos professores contra o ministério da tutela, os sindicatos, porque estão mais interessados nos problemas laborais, importantes, sem dúvida, e como correias de transmissão que são dos partidos, têm descurado o problema da qualificação científica e pedagógica da classe, nivelando, por igual, os bons, os menos bons e os maus.
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Concurso Tampinhas

Os alunos das turmas 2º A e 6º C venceram o Concurso Tampinhas deste ano letivo. Parabéns a todos pelo interesse!
A participação de toda a comunidade educativa foi fundamental na recolha destes resíduos, tendo resultado na entrega de mais uma cadeira de rodas ao Agrupamento, pelo Rotary Club de Sintra.

Obrigada pela vossa participação!

Prof. Liliana Cabral

Balanço de Final de Ano Letivo

Ler aqui Balanço anterior

Nesta análise limitamo-nos ao último ano, que é o tempo de vigência da atual equipa editorial.

Publicámos mais de 110 artigos, abordando, tanto os acontecimentos que tiveram lugar na escola, como outros assuntos de caráter informativo, histórico e científico.

Tentámos manter as práticas habituais de não deixar passar mais de cinco dias sem publicar novos textos, nem publicar dois ou mais no mesmo dia, embora nem sempre com sucesso, pois as urgências na publicação de uns e os atrasos nas entregas de outros, complicaram-nos a planificação. Também evitámos publicar artigos seguidos provenientes do mesmo autor ou local.

Alguns alunos do primeiro ciclo contribuíram com textos muito interessantes, da sua autoria.

Os alunos repórteres, que são oito do terceiro ciclo, todos voluntários, escreveram cinco artigos, o que dá uma média de 0,625 artigos para cada um. Naturalmente, como qualquer outra pessoa, todos os alunos, repórteres ou não, podem escrever para o Chão de Areia sempre que queiram e não obrigatoriamente reportagens. Mas…, escrever é quase tão difícil como desenhar e também é mais complicado do que ler, portanto, o voluntariado perde-se quando implica trabalho. Os interesses dos jovens são outros, que nós pouco valorizamos, porque ainda não o sabemos fazer. O texto “Eram Uns Tristes”, de fevereiro passado, retrata, de forma irónica e como se fosse Ficção Científica, a forma de estar da juventude dos nossos dias ou, mais precisamente, de um futuro próximo.

Em janeiro passado tivemos um ligeiro percalço, não referido no Balanço anterior, que era demasiado otimista, mas agora explicamo-lo: As exigências de segurança do PTE, bloquearam os Slideshows que ilustram alguns artigos. Não fomos informados e demorámos algum tempo até percebermos que era só nas redes “minedu”, isto é, nenhuma escola que usasse as referidas redes via as animações. Assim estivemos durante duas semanas, até que, após diligências da nossa Coeditora, a situação ficou resolvida. Esta segurança também bloqueia alguns filmes que ilustram as notícias, felizmente a maioria dos nossos leitores não vê o Chão de Areia através das referidas redes. A situação irá, com certeza, repetir-se, é o preço da segurança, vamos vendo fora da escola.

Continuámos a publicação regular dos materiais fornecidos pelos Museus, embora por vezes eles não nos tenham sido facultados.

Publicámos vários artigos do Senhor Professor Galopim de Carvalho, entre os quais a longa História da Geologia em oito capítulos, que é mais uma História do Pensamento Científico, cuja releitura aconselhamos vivamente, durou de janeiro a maio. Ficam, por enquanto, mais seis excelentes artigos a aguardar oportunidade.

Fomos acusados de publicar textos que não são do interesse da comunidade educativa de Colares, nem assuntos de caráter científico-pedagógico. Como não nos esclareceram acerca dos títulos concretos, nos quais estas caraterísticas não são respeitadas, resolvemos suspender a publicação dos artigos da categoria “Como Se Fez”, embora todos tenham uma elevada componente didática e uma carga cultural que ultrapassa a simples explicação de “como se fez”, suspeitamos que não satisfazem as exigências referidas. Chegámos ao número 54, dos quais 14 foram publicados no ano letivo que agora termina. Ficam 6, já prontos, por publicar. Recordamos que o “Como Se Fez” começou em outubro de 2013 e, conforme acordado com o editor da altura, é um tema que aborda noções básicas da fotografia criativa, para quem já possui conhecimentos elementares sobre o assunto.

Naturalmente, como em qualquer outra publicação, nem tudo agrada a todos, mas cada um só lê o que quiser. Afinal, o que não interessa a alguns pode valer ouro para outros.

A continuidade do Farol da Língua precisa mesmo de ser reequacionada, pois, apesar de estar sempre disponível para esclarecer dúvidas, na realidade elas não surgiram.

Praticamente o mesmo se passou com a Cartola Matemática, que teve algum sucesso durante os primeiros tempos.

Recordamos que, tanto no Farol, como na Cartola, toda a gente, alunos ou não, desta escola ou outra, pode participar.

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Antes da Tabela Periódica

Mais de 2200 anos antes da Tabela Periódica de Mendeleiev

Os quatro “elementos primordiais” ou “princípios”, considerados na Grécia antiga como constituintes universais da matéria – “ar”, “água”, “terra” e “fogo” – impropriamente atribuídos a Aristóteles (384 – 322 a.C.), são o culminar de uma conceção cujos primórdios se perdem nas civilizações orientais mais antigas.
Esta conceção ter-se-á desenvolvido gradualmente até ser formulada, em termos mais abrangentes, pelo grego Empédocles, de Agrigento, na Sicília, cerca de 450 a.C., como “teoria dos quatro elementos” ou “das substâncias”. Nesta conceção do mundo coube a Aristóteles, como grande pensador, fundador e mestre do Liceu de Atenas, o mérito de a divulgar e de lhe dar crédito tal que a fez singrar e resistir incólume por mais de dois mil anos. Esta visão, dita aristotélica, teve a aceitação da Igreja Romana, que a adotou e impôs, a ferro e fogo, no essencial do seu conteúdo, opondo-a tenazmente à chamada teoria atómica dos filósofos materialistas Leucipo-Demócrito. Ainda hoje o materialismo, além de outras, tem uma conotação com a atitude antirreligiosa.
Não é possível falar separadamente de Leucipo de Mileto (primeira metade do século V a.C.) e de Demócrito de Abdera (c. 460 a.C.- 370 a.C.), dois filósofos da Antiguidade grega. Leucipo, a viver em Abdera, cidade grega na costa da Trácia, foi o mestre de Demócrito, porém dos fragmentos recuperados das respetivas obras, não há como distinguir as ideias de um e de outro. Segundo os registos deixados por Aristóteles, Leucipo terá sido o criador da concepção atomista, tendo cabido a Demócrito o mérito de a desenvolver e divulgar.
Nesta concepção, um corpo material pode ser dividido até chegar a uma ínfima partícula indivisível que recebeu o nome de átomo, ou seja, tudo o que existe é composto por átomos. Ao se aglomerarem, os átomos formavam todas as coisas que conhecemos.
Para eles todos os “seres” (no sentido de coisas ou entidades materiais) do mundo e a própria alma eram um “turbilhão de infinitos átomos”, de diversos formatos, em movimento no vácuo aqui entendido como o “não-ser”, o nada, o vazio. Nesta visão, fantasiosa, o movimento não era possível sem o vácuo, concluindo que, havendo movimento, devia haver vácuo.
Foi, contudo, Demócrito que ficou na História, como o maior expoente da teoria atómica ou do atomismo, mais de 2200 anos antes do químico russo Dmitri Mendeleiev (1834-1907) ter arrumado os átomos na tabela periódica dos elementos químicos.
Abaixo: Tabela Periódica

Nota: a palavra “átomo” foi contruída a partir dos elementos gregos, “a”, negação, e “tomo”, divisível. Átomo significa, pois, indivisível.

A. M. Galopim de Carvalho

Pergunta da Quinzena – 7

– Resposta da questão anterior: João Ferreira. Confira aqui.

Quantas imagens inclui o artigo: “Conheces o Património Natural de Sintra” publicado a 19 de outubro de 2009?

JML

Tales de Mileto (c. 623-546 a.C.)

Que ao ensinar aos alunos o teorema de Tales, se lhes diga quem foi este filósofo que está nos alicerces da nossa forma de pensar.

Diz-se que a filosofia ocidental nasceu na Grécia, entre os séculos VII e VI a. C., quando alguns dos seus habitantes mais letrados esboçaram as primeiras tentativas de explicar o mundo que os rodeava sem recorrerem à mitologia, recurso esse que era a prática comum da época. Só meio século, depois, Pitágoras (circa 570-495 a.C.) deu o nome de FILOSOFIA a essa atitude mental.
Nascido em Mileto, cidade da Jónia, na Ásia Menor (atual Turquia), então colónia grega, Thales terá sido o primeiro pensador a romper com o ponto de vista religioso e, como tal, o primeiro filósofo ocidental. As datas dos seus nascimento e morte são incertas, sabendo-se, porém, com segurança, que ele viveu no período compreendido entre o final do século VII e meados do século VI a.C.
Todavia, há quem atribua que esta sua colocação em destaque resultou, sobretudo, da acção política que desenvolveu no propósito de unir as cidades-estados (“polys”, em grego), da Ásia Menor, numa confederação, fortalecendo-as face às ameaças de invasões de povos orientais.
Apontado por Aristóteles (384-322 a.C.) como o primeiro filósofo da humanidade, deve ser lembrado, sobretudo, por ter proposto uma nova visão de mundo cuja base racional, em sua opinião, era passível de ser repensada, reformulada e, até, substituída. Thales fundou, em Mileto, a renomada Escola Jónica e defendeu, como outros da sua escola, o materialismo monista, ou seja, explicação do mundo físico, aceitando que todos os seres, no sentido de objectos ou coisas, são compostos por um único elemento ou substância.
Este filósofo considerava a água como sendo esse elemento ou substância primordial, habitualmente referido por “princípio único” (“arkhe”, na versão grega). Segundo ele o mundo teria evoluído, por processos naturais, a partir desse elemento que caía do céu, que brotava das fontes, corria nos rios e formava os mares, e disse-o mais de dois mil anos antes do grande evolucionista Charles Darwin. Nessa convicção atribui-se-lhe o desabrochar do conceito de evolução.
Ao observar a natureza, incluindo o Universo visível, e os fenómenos naturais, Tales não só procurou o “arkhe”, para ele, como se disse, a água, como também a explicação de tudo o que os sentidos lhe traziam ao conhecimento, eliminando o sobrenatural, dando exclusividade à razão (raciocínio), tornando esse conhecimento acessível aos seus semelhantes.
Para alguns, a importância de Tales situa-se ainda no campo da matemática e da geometria, ao introduzir na Grécia noções próprias desta disciplina, trazidas do Oriente. Noções que desenvolveu e aperfeiçoou. Formulou dois teoremas importantes, que se ensinam nas nossa escola, sendo que um deles leva seu nome. Como astrónomo, as suas contribuições resultaram das muitas observações que realizou, tendo previsto um eclipse solar.
Entre os seus principais discípulos merecem destaque Anaximandro, Anaxímenes e Heráclito.
A. M. Galopim de Catvalho

Pequenos Cineastas

No âmbito da disciplina de TIC, os alunos das turmas A, B, C e D do 7º ano, da escola EBI de Colares, realizaram vídeos com o software de edição de vídeo “Windows Movie Maker”.

Para a montagem dos vídeos alguns alunos desenharam no Paint, fotografaram e até utilizaram técnicas de animação, tais como “Stop motion” e “Time lapse”, com muita imaginação e criatividade.

Muitos parabéns aos alunos pelo trabalho realizado, fruto do seu empenho e dedicação.

Aqui partilhamos alguns vídeos.


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