As Festas Religiosas do Penedo

Festa em Honra do Divino Espírito Santo

Nas festas de antigamente, atava-se um touro com cordas e alguns homens seguravam-no pelas cordas para ele não fugir e andavam com o touro pelas ruas da No dia 9 de junho, realizou-se a celebração religiosa: Festa em Honra do Divino Espírito Santo. Uma festa que se celebra há muitos e muitos anos.

aldeia.  Depois começava a missa na capela da aldeia. Mais à noite matava-se e cozinhava-se o touro para o povo. No dia seguinte davam-se os restos aos pobres para comerem.

Hoje em dia, a festa é muito diferente: já não matam o touro, mas há missa, procissão e o jantar reúne o povo e alegra-o. Continua a ser uma festa bonita e alegre, mas um pouco modificada: há rifas e atividades.

Convidamos toda a gente a visitar-nos para o próximo ano!

Seraloc, 3.ºA

Perlimpimpim a Nossa História Começa Assim…

O Urso e a Raposa

Na floresta de Artnic, num dia de verão, uma família de coelhos estava a acampar.

O Pai Coelho e a Mãe Coelha gostavam muito dos seus três filhinhos: Pedrinho, Joaninha e Zezinho. Eles eram muito pequeninos e faziam muitas traquinices.

Na floresta, havia a Raposa Matreira que estava a espreitar a Família Coelho. Aguardava pelo anoitecer para comer os três coelhinhos. A Raposa, fingindo-se de amável, foi falar com os três coelhinhos que estavam à volta da fogueira a grelhar espetadas de cenouras.

– Olá meus amigos, como estão? – Perguntou a Raposa, com um sorriso amarelo.

– Estamos bem!

– Querem vir beber um batido de cenoura, enquanto brincamos, meus amigos?

Os coelhinhos aceitaram a proposta da raposa e, sem desconfiar de nada, foram até à toca. Quando chegaram lá, a Raposa tinha preparado um banquete para eles os três.

– Vamos fazer uma fogueira? – pergunta a raposa – mas não tenho lenha em casa.

-Uma fogueira? Perguntaram o Pedrinho e a Joaninha que já estavam a estranhar um bocado.

A Joaninha e o Pedrinho foram buscar a lenha ao bosque. O Zezinho ficou à espera com a raposa, na sua toca. Aproveitando a ausência dos irmãos, a raposa tentou comer o Zezinho! Mas o Zezinho fugiu para o bosque. Durante a sua fuga, o Zezinho chocou contra uma barriga enorme e peluda, vendo umas patas com garras enormes e uns dentes afiados. Era um urso. O Zezinho, assustado, fugiu! Encontrou os manos.

– Manos- diz o Zezinho – a raposa tentou comer-me e quando fugi, eu vi um urso muito grande e assustador!

Nesse momento, aparece a Raposa que pulou até eles, querendo comê-los.

De repente, o Urso salta por cima da Raposa, tentando afastá-la dos três coelhinhos. A Raposa e o Urso começaram a lutar. O Urso ganhou e a Raposa fugiu.

Os coelhos ficaram arrepiados e assustados. Será que o Urso os quer comer?!!

– Eu não vos faço mal!

-Achas que acreditamos nessa? Somos novos, mas não somos ingénuos! Tu és um Urso grande, mau, feio e gordo!

– Desculpem-me, eu não vos queria assustar – e o Urso foi embora triste.

Os Coelhinhos sentiram-se mal e muito tristes por terem sido injustos com o Urso. Depois de fazerem as pazes, voltaram ao acampamento e comeram espetadas de cenouras.

Moral da história, as aparências enganaram os três coelhinhos. Assim, como diz o ditado “Quem vê caras, não vê corações!”

Seraloc, 4.ºA

O Desafio do Seraloc

O que é um perímetro? Por exemplo, de um retângulo é: lado + lado + lado + lado, ou seja, é a soma de todos os seus lados.

O que é uma área? É a medida da superfície, ou seja, a medida do que está por dentro.

Agora diverte-te!!!

  • Associa/Liga os desenhos com o mesmo perímetro.

  • Associa os desenhos com a mesma área.

Conseguiste? Parabéns!

Seraloc, 3.º/4.º B

O que Vale a Pena Saber sobre a Praia

Praia de areia – Figueira da Foz

Estamos no tempo de praia e são muitos os que fruem o descanso e o prazer que nela encontram, mas que desconhecem as razões da sua existência, o porquê da sua natureza, os processos naturais que nela ocorrem e a regulam, o que são a areia e os seixos, de onde vêm e porque estão ali.
A praia é uma das duas formas de litoral, a outra é a arriba ou falésia (um francesismo já bem radicado em português). Comecemos por lembrar o que diz a geografia sobre este “Onde a terra se acaba e o mar começa”, como o descreveu Luís de Camões, nos Lusíadas.
Litoral (do latim “lituralis”, com o mesmo significado) é, se quisermos usar uma linguagem figurada, mas suficientemente expressiva, a linha resultante do diálogo permanente entre a terra e o mar. Neste diálogo, ou vence o mar e o litoral é de erosão, rochoso, alcantilado, em recuo, exemplificado pelas arribas dos nossos Cabos Mondego, Espichel ou de Sagres, ou vence a terra e é o mar que recua. Neste caso, o litoral é dito de acumulação, exemplificado pela praia, geralmente de areia, como são a maioria das praias portuguesas, mas, em algumas situações, de cascalho, seixos ou calhaus (três modos de referir os clastos mais grosseiros), no geral arredondados pela abrasão, como é a Praia do Belinho, em Esposende.

Praia de cascalho – Belinho, Esposende.

Na sequência desta regressão do mar, a arriba fica liberta da erosão das vagas, passando a evoluir em ambiente subaéreo, até adquirir um perfil de equilíbrio ditado pela sua natureza e pelas condições climáticas ambientais. Facilmente reconhecíveis na paisagem, estes testemunhos de antigos litorais são classificados como “arribas fósseis”. Entre a Costa de Caparica e a Lagoa de Albufeira desenha-se uma destas relíquias (classificada como Paisagem Protegida, Dec. Lei n.º 168/84, de 22 de Maio), razoavelmente preservada, entre os muitos exemplos existentes ao longo da costa portuguesa.
A praia é, na maior parte dos casos, uma acumulação precária de areia e/ou cascalho, representando um ambiente onde o binómio morfologia-sedimentação se caracteriza por grande instabilidade. Qualquer modificação natural ou artificial introduzida na morfologia da praia ou no seu conteúdo sedimentar (areias e, eventualmente, cascalho) tem reflexos no balanço erosão-sedimentação.

No sentido mais amplo, a praia é a faixa do litoral arenoso (algumas vezes de calhaus), exposta às vagas, estas com crescente dissipação de energia no sentido do mar para a terra (na medida em que a profundidade diminui).

Este tipo de litoral compreende um domínio submarino e outro subaéreo. A “praia imersa” descobre-se na baixa-mar durante as marés vivas e corresponde ao domínio sublitoral, inframareal ou infralitoral. Neste domínio, o perfil do fundo mostra, do mar para a terra, um talude, bancos de rebentação e uma faixa de espalho da onda. Para o largo segue-se o domínio circamareal ou circalitoral, na transição para a plataforma continental (offshore), onde só a ondulação de tempestade tem efeito dinâmico sobre o fundo. A “praia emersa” corresponde ao domínio supramareal ou supralitoral, só ocupado por altura das marés vivas e durante as tempestades.

A praia propriamente dita (em sentido restrito) corresponde ao domínio intermareal ou interlitoral. Dela faz parte a face da praia, ocupada pela rampa de espraio e de ressaca (situada acima da faixa de espalho da onda), onde se consome grande parte da sua energia após a rebentação. A esta sucede-se o espraio de uma certa massa de água, que avança sobre a face da praia à chegada da crista, a que se segue a ressaca ou recuo, que corresponde à chegada da cava.

A. M. Galopim de Carvalho

Sérgio Luís de Carvalho veio à nossa escola!

Dados Biográficos

​  Sérgio Luís de Carvalho nasceu em Lisboa, em 2 de julho de 1959 e reside em Sintra.

Licenciou-se em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (1981) e tirou o mestrado em História Medieval pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (1988).

Atualmente é professor de História e de História da Arte, sendo ainda Diretor Científico do Museu do Pão e do Museu da Cerveja.

Iniciou a sua carreira literária em 1986 com os primeiros títulos de literatura infanto-juvenil (para crianças e jovens) de investigação em história. Em 1989 o seu primeiro romance Anno Domini 1348 ganhou o Prémio Literário Ferreira de Castro. Nos anos seguintes, e até ao presente, foram sendo sucessivamente publicados vários títulos nestas três vertentes: romance, investigação histórica e literatura infanto-juvenil.

Alguns dos seus romances foram entretanto traduzidos e publicados em França, Espanha (em galego e em castelhano) e em Itália, tendo recebido críticas bastante positivas em todos estes países. O seu romance Anno Domini 1348 foi, aliás, em França, finalista a dois consagrados prémios literários: o Prémio Literário Jean Monnet de Literatura Europeia (2004) e o Prémio Amphi de Literatura Europeia (2005).

​O seu livro História de Portugal Contada às Crianças está traduzido e publicado nos Estados Unidos (Tagus Press), sendo a primeira História de Portugal infanto-juvenil traduzida em inglês.

Tem contos publicados em várias coletâneas e está ainda representado em várias antologias literárias.

VINDA DE SERGIO LUÍS DE CARVALHO A EBI DE COLARES.

No dia 24 de abril de 2019, veio a nossa escola, o Professor Sérgio Luís de Carvalho. Esta oportunidade foi valiosa. Aprendemos muitas coisas sobre o 25 de abril.

Aprendemos que os rapazes e as raparigas não se podiam misturar na escola e deviam vestir-se com fardas. Eles eram obrigados a rezar antes das aulas e deviam portar–se muito bem, se não podiam ter castigos, alguns até corporais!

Nesse tempo, as pessoas não se podiam juntar para falar ou conviver porque a PIDE prendia-os, torturava-os, às vezes até à morte.

O professor contou-nos também que um soldado pediu um cigarro a uma florista. Ela respondeu que não tinha um cigarro, mas disse-lhe:

– Vou dar-te o que eu tenho – e deu-lhe todos os seus cravos vermelhos.

Foi assim que muitos soldados tiveram cravos no dia 25 de abril. Fizeram cair a ditadura sem um único tiro e com uma flor no canhão das suas armas.

O professor contou-nos muito mais coisas que não cabem neste artigo.

Obrigado Prof. Sérgio pela partilha!

E foi assim que aconteceu um 25 de abril na EBI de Colares!

SERALOC, 3/4B

Entrevista: O Zorro e a Zara

Na nossa escola vivem dois velhos, mas adoráveis animais.

Quem são eles? Por que razão andam pela escola?

Para saber a história deles, fomos entrevistar o professor Nuno Cabanas, coordenador da EBI de Colares, que amavelmente respondeu às nossas perguntas.

Seraloc – Por que razão trouxeram cães para a escola?

Prof. Nuno – Uma escola de qualidade deve ser um espaço de afetos e a presença de animais contribui para construir um clima de escola positivo e responsável – A Zara e Zola (Sarrazola), as cadelas adotadas pela escola, foram um dos símbolos desses valores e uma forma de identidade. Depois e, porque a Zola desapareceu, um dos alunos da escola ofereceu o Zorro.

Seraloc – Por que razão chamaram assim os cães?

Prof. Nuno – A Zara e a Zola tinham como referência Sarrazola. O antigo nome da escola. Zorro foi o mais próximo e fácil de pronunciar que se conseguiu. E porque é um herói dos bons. Protege sempre os mais desprotegidos e frágeis.

Seraloc – O que é que os cães gostam de fazer consigo ou na escola?

Prof. Nuno – Adoram festas e mimos de todas as pessoas. Agradecem umas fatias de fiambre de carne. Adoram ir à praia com a Colónia de Férias, no verão. Também agradecem uma boleia da várzea para a escola.

Seraloc – Não tem medo que os cães façam mal a alguém? Por que acha que eles são uma mais-valia para a escola?

Prof. Nuno – A Zara e o Zorro são cães adoráveis que não fazem mal a ninguém. São um exemplo de ternura, amizade e dedicação um ao outro. Ajudam a desanuviar muitas angústias e tristezas a todos os seus muitos amigos e admiradores. Ter um amigo é muito mais importante do que se julga! E eles são nossos amigos incondicionais.

Seraloc– O que é que os cães fazem durante o dia?

Prof. Nuno – Agora que são velhinhos dormem muito, mas quando eram mais novos brincavam com os alunos, especialmente, com os alunos dos 5º e 6ºanos. Por vezes “roubavam” umas sandes de fiambre e de queijo.

Seraloc – Quem cuida dos cães?

Prof. Nuno – Todos nós cuidamos do Zorro e da Zara com festas e carinho. Na várzea, onde passam a maior parte dos fins-de-semana, têm grandes amigos. As vacinas e o desparasitante interno e externo são responsabilidade da escola. A Junta de Freguesia de Colares oferece a licença.

Seraloc – Há um quadro de cães no bar? Quem o pintou? Quem são os cães?

Prof. Nuno – Foram os alunos. Infelizmente não sei os seus nomes. É uma outra forma de demonstrar amor e afeto. São a Zara e a Zola.

Entretanto descobrimos que o quadro, que se encontra no bar, foi pintado pela Joana Recto Barra, filha da professora Anabela Recto da EBI de Colares, quando ainda era aluna.

Seraloc, 4.º A e 4.ºB

MERCADO ROMANO

Na EBI de Colares, no dia 25 de maio, organizaram-se várias atividades romanas para toda a comunidade escolar.

De manhã realizou-se uma caminhada que durou a manhã toda.

À tarde, houve refeições servidas como por exemplo: porco no espeto e nalgumas barracas havia muitos bolos e sumos… Os presentes deliciaram-se e muitos beberam em taças de barro, sim, que no tempo dos romanos não havia plástico!

A seguir, houve um magnífico desfile romano, que contou com os meninos do JI até aos alunos do 9º ano. E para alegrar a festa, quem estivesse vestido a rigor podia participar nesta reconstituição histórica, perante o olhar atento do Júlio César da Festa, ao som de uma música alusiva à temática.

Logo a seguir ao desfile, houve várias atuações: a primeira foi a atuação do JI que, com passos de gigantes, mostraram saber dançar ao som dos planetas e deuses romanos. As turmas do 1.º ano cantaram ao som das estações, tema tão querido pelos romanos. O 2.º A e 3.º A, premiaram os presentes com uma dança acompanhada por instrumentos de música de percussão. O 3.º/4.ºB e o 4.º A dançaram relembrando o batimento dos soldados romanos e a doçuras das bailarinas romanas.

Após o 1.º ciclo, o 2.º e 3.º ciclos premiaram os espetadores com a atuação de instrumentos musicais, canções e danças variadas, assim como com convidados para a ocasião.

Foi com alegria, música, dança, comida, bebida, plantinhas medicinais, animais …que todos participaram e partilharam um momento romano, nesta quente tarde de maio!

Foi muito divertido. Adorámos!

3ªA Seraloc