M.A.S.M.O. – Peça de de setembro

   Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas

Ara dedicada a Júpiter

Fragmento epigrafado de ara romana (atualmente reconstituída), de calcário, dedicada a Júpiter, pai dos deuses. Foi descoberto na Granja dos Serrões, Sintra, em 1960. Apesar de a linha superior do texto estar hoje quase totalmente obliterada, os vestígios subsistentes de alguns dos respetivos caracteres confirmam que o nome do dedicante é seguramente o de Lucius Iulius Maelo Caudicus, que por volta dos 30 anos de idade foi sacerdote do imperador Augusto no Município Olisiponense. Esta figura de elevado estatuto social é conhecida a partir de outra inscrição da região, a da fonte de Armês, obra de utilidade pública que mandou fazer às suas custas.

A inscrição, exarada nos inícios do séc. I d.C. – quando Lucius Iulius ainda era um jovem –, destinar-se-ia a ser colocada num templo em que era cultuado o deus supremo do panteão romano. Tal templo situar-se-ia porém não em ambiente urbano, mas sim no território fundiário pertencente à villa da família de Caudicus.

 

José Cardim Ribeiro apresenta a seguinte proposta de leitura:

[L(ucius)] IVLI[VS . MAE]/LO . CAVDICV[S] / IOVI . V(otum) . S(oluit) . A(nimo) . L(ibens) .

Lucius Iulius Maelo Caudicus, a Júpiter, cumpriu o voto de livre vontade.

Note-se que o dedicante é um indivíduo que, apesar dos seus praenomen e gentilício latinos, apresenta dois cognomina indígenas. O que demonstra a plena romanização e ascensão político-social de antigas famílias hispânicas na ciuitas de Olisipo, agora, nos alvores da Romanidade.

Está em exposição no Museu.

Marta Ribeiro

Conhecimento e Cidadania

O tempo que estamos a viver alarga o fosso entre os que estudam e, assim, aspiram e conquistam o direito à cidadania, e os outros, os que não veem qualquer interesse no estudo.

Em complemento da sua nobre missão de ensinar, o professor deve fazer sentir esta realidade aos seus alunos, em especial aos mais desprotegidos e atingidos pela exclusão social que grassa em tantas escolas marcadas pela suburbanidade crescente que carateriza as sociedades desenvolvimentistas. Transmitir esta mensagem aos jovens é um dever moral dos professores, essencial na luta contra o insucesso escolar e pelo direito a uma condição humana de maior dignidade. Não é fácil, mas não é impossível esta tarefa. É bom lembrar que cidadania e conhecimento são indissociáveis e, assim, este tem forçosamente de ser democrático.

O profissional de ensino tem de ter arte (por vocação própria ou porque para tal foi formado) de levar os educandos a “aprenderem a gostar de saber” e, assim, sentirem interesse pelas matérias que tem, por dever, transmitir-lhes; levá-los a terem prazer no convívio com ele e, por esta via, verem a escola como algo importante nas suas vidas.

Mas há outras chaves para o referido sucesso, a considerar face aos alunos mais crescidos, que também a experiência me ensinou. Uma, é conseguir inculcar neles a noção do “dever cívico de estudar”, levando-os a tomarem consciência do privilégio que têm na condição de estudantes e das suas obrigações face à sociedade que os sustenta.

A outra chave não menos importante é estimular-lhes a “autoestima”.

Fundamental no binómio ensino /aprendizagem, compete, em grande parte, ao docente, conduzir o aluno nesses três sentidos. Quaisquer que sejam as matérias em causa ou os níveis de escolaridade e etário do discente, estas chaves fazem dele alguém que tem gosto em aprender, que frequenta a escola com prazer, que encara o estudo como um dever de cidadania e tem brio na sua condição de estudante. Para tal, o professor tem de conseguir estabelecer com o aluno uma aproximação de confiança e afetividade mútuas que lhe permita actuar, com êxito, nestas vertentes.

Foi assim a minha relação com os muitos milhares de alunos com quem troquei saberes e afectos.

Quem ensina tem de saber ganhar a confiança dos alunos e, também, o seu afecto. Feliz do estudante que goste da convivência com o seu professor, pois essa relação é decisiva na sua atitude face à escola e ao gosto de aprender. Duplamente feliz se esse professor estiver à altura do seu papel que, para além de educacional é, sobretudo, social.

A. M. Galopim de Carvalho

Como Se Fez – 41: Splash

Tal como para a primeira série do Como Se Fez, estes artigos são escritos partindo do princípio de que os leitores têm conhecimentos elementares sobre Fotografia. Caso não os possuam ou já não os recordem, recomendamos a leitura dos 40 artigos anteriores, que estão disponíveis no grupo das Categorias (coluna da esquerda nesta página) ou escrevendo “Como Se Fez” na caixa de pesquisa abaixo das letras “eia” do nome deste jornal. Todos têm uma forte componente didática. Convém começar pelo primeiro: Luz Solar.

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Este Splash foi provocado por um pedaço de maçã largado para dentro de um cálice com leite. A Fluidez e a Viscosidade não são iguais em todos os líquidos: Água, Café, Azeite e outros, produzem efeitos interessantes em situações idênticas, mas captá-los sem utilização de flash ou iluminação de estúdio, é sempre uma lotaria e muitas vezes sai-nos a cautela sem prémio.

Nesta imagem, o fundo é uma cartolina preta, que não pode ficar iluminada (advertência já feita na 1ª Série do Como se Fez). O cálice tem 5 centímetros de diâmetro e fica colocado dentro de um tabuleiro, que irá conter o líquido entornado, que (em repouso) não deve ficar a menos de 1 centímetro do rebordo. O copo tem de ficar iluminado diretamente pela luz solar.

Os pedaços de maçã (ou qualquer outro fruto) cortam-se entretanto, podendo ficar com tamanhos diferentes, mas (como é evidente) nunca maiores que a boca do copo.

Câmara no tripé, Velocidade regulada para 1/2000 (isto é, meio milésimo de segundo) e a Abertura terá de ser relativamente pequena, para garantir profundidade de campo numa imagem captada a um palmo da objetiva. Provavelmente será necessário ajustar a Sensibilidade, que neste caso foi de ISO 1000 para a primeira imagem e de 800 para a segunda.

É evidente que, quanto maior a sensibilidade, mais ruído tem a imagem, mas não se pode ter tudo.

Depois de focar cuidadosamente, a câmara foi colocada a disparar em rajada, neste caso 7 fps (fotogramas por segundo), ficando o disparador numa mão, enquanto a outra vai largando os pedaços de fruta. Aqui teria dado jeito um Assistente de Produção, mas estava indisponível.

No fim, tudo foi aproveitado, excluindo as poucas gotas de leite que ficaram no tabuleiro.

O exemplo abaixo é um berlinde grande (abafador) largado para dentro de mesmo cálice, que tinha detergente para a loiça. Foi tudo reaproveitado.

Tal com referido no “CSF 38 – Pena”, para ver qualquer destas imagens num tamanho maior, usa-se o Menu de Contexto (botão direito do rato) no Google Chrome e escolhe-se a opção: Abrir num Separador Novo.

Conclusão: Podem ser gotas do próprio líquido a pingar para o recipiente, mas quanto maior for o que lá cai, mais interessante é o efeito.

Hiperligação para um exemplo de um fotógrafo profissional brasileiro, onde está um pequeno filme que vale a pena ver:

https://www.fotografia-dg.com/dicas-stills-alta-velocidade-splashes/

JML

Estamos de Volta

Com a colocação de professores sempre a condicionar-nos o futuro, temos no horizonte um novo ano escolar e as consequentes incertezas.

Novos desafios estão à nossa espera, mas mantemos a convicção de que serão ultrapassados com sucesso, como sempre tem sido nosso apanágio.

Fica uma sincera palavra de agradecimento ao professor Fernando Cândido, pelo seu desempenho exemplar como docente, elemento da Coordenação e Editor do Chão de Areia.

 

A Coordenação da EBI de Colares.

Imagem adaptada de http://kids.pplware.sapo.pt/kids/calendario-escolar-para-o-ano-lectivo-20162017/

Boas Férias!

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Mais um ano que se passou e aqui partilhámos tantas notícias sobre este mundo que é a vida numa escola. Desejamos aos muitos leitores do Chão de Areia que nos têm acompanhado  no jornal e no Facebbok, umas boas férias. Nós também vamos descansar e cá estaremos para o próximo ano letivo, a tentar divulgar da melhor forma que conseguirmos o muito que se faz e acontece nesta escola.
Boas férias.

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A equipa do CA

O Senhor Eduardo

Uma das campanhas desenvolvidas ao longo do ano letivo na Escola EBI de Colares, esteve relacionada com a aquisição de microondas que possibilitasse dotar o bar dos alunos de condições adequadas que permita desfrutar de uma hora de almoço mais serena e tranquila. Foram muitos os professores, funcionários, alunos e pais que contribuíram para a aquisição de alguns destes aparelhos, mas há um benemérito que se destacou nesta campanha. O Sr. Eduardo Sequeira da Silva.  Natural das Azenhas do Mar, que sensibilizado pela nossa aluna Maria Fonseca, contribuiu de forma muito generosa para a aquisição de um microondas.

 
Na tarde do dia 31 de julho, o Chão de Areia, deslocou-se às Azenhas do Mar, umas das mais lindas aldeias de Portugal, para retribuir condignamente a colaboração do Sr. Eduardo. Deparamo-nos com uma personagem fascinante que nos presenteou com uma visita guiada ao seu espólio pessoal que traduz de forma clara um envolvimento intenso com a comunidade da freguesia de Colares e em particular com as gentes das Azenhas do Mar.
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Nuno Cabanas

Passeio de Final de Ano

O ano letivo de 2016/2107 foi fantástico! Juntos alcançámos patamares só possíveis numa escola permanentemente de mãos dadas. Fomos uma escola dinâmica sem sermos hiperativos. Soubemos articular muitos projetos não esquecendo que somos uma escola integrada que inclui crianças do pré-escolar ao 9ºano. Dialogámos e ouvimos professores, alunos, funcionários e pais com o propósito único de responder o melhor possível aos desafios permanentemente colocados. Estreitámos, ainda mais, as relações com todas as entidades da comunidade. As duas Associações de Pais, a Junta de Freguesia de Colares, a Câmara Municipal de Sintra, a Proteção Civil, os Bombeiros e tantas outras entidades que nos apoiaram na concretização de um ambicioso plano de atividade e são decisivas para cumprir a missão da escola. O ponto de partida facilitou (agradecemos à coordenação anterior). Recebemos uma escola unida e organizada que nos acolheu de braços abertos e com a generosidade de sempre. Soubemos preservar a nossa identidade olhando, em redor com curiosidade e prazer, a diversidade. Acolhemos com afeto e autenticidade todos os que vieram por bem. Participámos em todas as iniciativas do AGML, propondo e liderando muitos projetos. Contribuímos de forma indelével para os objetivos e metas do projeto educativo do AGML. Este final de ano é também para muitos um ano de grande espectativa pela incerteza profissional proveniente do concurso de professores. A todos os professores e funcionários que nos últimos quatro anos ou, apenas no último ano, partilharam connosco a sua energia empenho e saber. A todos, sem exceção, desejamos felicidades pessoais e profissionais. Esta será sempre a vossa escola e haverá sempre um abraço e um sorriso para partilhar. Para os que ficarem, acreditem, a vossa confiança é a força motivacional que nos faz caminhar e continuar.

https://www.youtube.com/watch?v=ickjJ47hoCI

 

Nuno Cabanas

Concerto na EBI de Colares

 

Realizei o concerto de final de ano de 2016/2017com a participação de todas as turmas do 2º ciclo, quintos e sextos anos, com o apoio incondicional da coordenação da escola da Sarrazola em particular o Dr. Nuno Cabanas. Gostava de salientar a participação inexcedível das Auxiliares de Educação: Dª. Sónia, Dª. Donzília e Dª. Carla que mantiveram no alinhamento e no “timing” certo, cerca de 220 alunos. Por fim, os alunos empenharam-se, foram criativos e deram realmente um concerto de reconhecida qualidade tendo superado as minhas melhores espectativas. Um grande obrigado a todos.

Os Ensaios

O Concerto

O Vídeo

 

António Sousa

Jogo da Glória

O Jogo da Glória representa o culminar de uma caminhada de pelo menos cinco anos na EBI de Colares. É a despedida dos alunos do 9ºano. A presença de todos os alunos do 9ºano e da maioria dos professores, numa organização do grupo de Educação Física, permite criar a atmosfera ideal a um final emotivo e cheio de recordações.

Num pavilhão repleto de alunos dos diferentes anos de escolaridade e de uma competição saudável e em ambiente de confraternização foi possível, mais uma vez, proporcionar um encerramento intenso e marcante das atividades letivas. A EBI de Colares deseja as maiores felicidades a todos.

Atividades incluídas neste vídeo: lançamentos ao cesto, toques com bola, prova de EV, corrida de sacos, jogo do arco e jogo da corda.

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Nuno Cabanas

Filho! Onde Deixaste a Roupa?…

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JML