“Caça ao tesouro” com Geocaching

Nos dias 25 de maio, 11 e 14 de junho, realizou-se a atividade Geocaching, “Caça ao tesouro na encosta da Serra de Sintra”, participando todas as turmas do 7.º ano, a turma C, do 8.º ano e alguns Pais/Encarregados de Educação. Esta atividade consistiu numa caminhada, com aproximadamente 8 km, com início na EBI de Colares, passando pelas aldeias de Gigarós e Penedo.

No dia 4 de junho realizou-se, pela primeira vez, a atividade Geocaching “ À descoberta da rota do vinho de Colares”, participando a turma B do 9.º ano. Esta atividade consistiu numa caminhada, com aproximadamente 7 km, com início na EBI de Colares, passando pela Adega Regional de Colares,  fundada em 1931, “Pinhal da Nazaré” e zonas onde ainda é possível ver algumas vinhas, da tradicional casta de Ramisco, que crescem em “chão de areia”.

Dia 25 de maio e 4 de junho

Dia 11 de junho

Dia 14 de junho

Durante as caminhadas utilizaram-se dispositivos tecnológicos, Smarthphone e GPS, com coordenadas específicas, para se encontrar “Caches” escondidas em locais com interesse quer a nível cultural, histórico ou paisagístico.

Com esta iniciativa, deu-se oportunidade aos alunos de conhecer o património natural e patrimonial de Colares e arredores, sensibilizando-os para a importância que a natureza tem no nosso bem-estar, complementada com a utilização das tecnologias, para fomentar o convívio e a prática de exercício físico.

Um agradecimento especial aos meus colegas pela colaboração e boa disposição, os professores Dulce Mariano, Helena Antão, Helena Matos, Isabel Botelho, José Maria Silva, Nádia Moura e Paula Pinto.

Florbela Ribeiro

MASMO | Ara dedicada ao Sol e ao Oceano

Monumento romano em calcário dedicado ao Sol e ao Oceano (e também possivelmente à Lua). Foi mandado fazer por Caius Iulius Celsus, durante o imperialato de Antonino Pio (datará de cerca de 140 d. C.). O dedicante, conhecido através de outras inscrições do Império – nomeadamente de “Lugdunum” (moderna Lyon) e “Amiternum” (no centro da Península Itálica) –, inclui no texto o seu extenso “cursus honorum”, em que se apresenta como legado (imperial) em missão na Lusitânia para realizar o censo da população.

Proveniente do santuário consagrado ao Sol, à Lua e ao Oceano situado junto à foz do rio de Colares, terá sido trazido para Odrinhas – onde foi descoberto em 1907 – em época incerta, porventura ainda na Tardo-Antiguidade, numa altura em que, fruto da cristianização oficial do Império, o santuário se encontraria já abandonado e em que as elites ainda pagãs que então viviam nos seus grande domínios rurais, ou villae, recolhiam e juntavam peças antigas escultóricas e epigráficas. Recorde-se que em São Miguel de Odrinhas existem vestígios de uma destas “villae”.

Está em exposição no Museu.

 

Manuela

Mulher de garra!

Defensora determinada e astuta dos seus valores e ideias

Vulcão efervescente

Explosão de energia e emoção

Leoa Dragão protetora e cuidadora dos seus meninos

Pulso de ferro e amor

Não nasceu para agradar a todos…isso não

Exemplo de dedicação à profissão

Sempre com paixão.

Soube sempre vencer as adversidades…

Mulher coração de Leão

Todos nós te temos uma enorme Gratidão.

 

A Coordenação da EBI Colares

Pergunta da Quinzena – 6

– Resposta da questão anterior: 1 de março de 2017. Confira aqui.

Qual o nome do professor de Ciências Naturais, que há alguns anos esteve, durante uns tempos, nesta escola e contribuiu com artigos de divulgação científica para este jornal, entre os quais o “A Porta do Inferno”, publicado a 31 de dezembro de 2014?

JML

Dança (SM Crew) – parte2

Superação, um espetáculo de Rúben Varela que relata a história de um jovem, de nome Daniel, que viu a sua adolescência ser marcada por atos de bullying e violência. Na voz de Daniel (Rúben Varela) e na sua consciência (Mariana Ribeiro) retratam a depressão e a luta para superar a dor que está presente no dia a dia de alguém que sofre de bullying. Um espetáculo marcante, entusiasmante e que promete cativar.
Convidamos todos os interessados a vir assistir a esta peça que irá mudar a vossa vida…. Esperamos por vocês no auditório Escola Secundária Santa Maria, dia 15 de junho pelas 21:00 horas. Pode fazer as reservas dos seus bilhetes para o número: 935677512 (Rúben Varela) ou adquirir o seu bilhete no dia.
A professora responsável
Nádia Moura

Sarau Gímnico 2018

Realizou-se o Sarau anual no passado dia 6 de junho. Este ano em data coincidente com o encerramento das atividades letivas do 9ºano de escolaridade.

O Sarau Gímnico pretende valorizar a área artística do currículo de educação física, nomeadamente, a dança e as diferentes modalidades de ginástica. Foi, também, um momento importante para reunirmos no pavilhão da escola todos os nossos alunos (do pré-escolar ao 9ºano), professores e funcionários. Observar a sintonia entre todos, maravilhados com o trabalho e as exibições dos nossos alunos do 3º Ciclo, foi bonito e comovente de se ver. Este ano o Sarau proporcionou várias exibições com múltiplas coreografias de grande de qualidade. Um forte abraço aos professores de educação física pela qualidade da organização e das representações. Agradecemos ainda a participação de inúmeros encarregados de educação e da direção do AGML.

 A Coordenação da EBI de Colares

Dança (SM Crew) – parte1

Na próxima sexta-feira, dia 15 de junho, o grupo equipa do Desporto Escolar de Atividades Rítmicas Expressivas – Dança (SM Crew) da Escola Secundária de Santa Maria termina mais um ano de trabalho e dedicação com a apresentação do espetáculo “Superação”. É o nosso terceiro ano consecutivo, para trás ficou o espetáculo “Rivalidades” e “Uma vida, um Sonho”. Pela segunda vez, fomos presenteados com a oportunidade de trabalhar uma peça escrita pelo ex-aluno de dança, Rúben Varela, atual coreógrafo do grupo. Neste ano participam alunos das três unidades orgânicas do agrupamento, Santa Maria, D. Fernando II e Colares.
(Continua)
A professora responsável
Nádia Moura

Ainda a Feira Saloia

Conforme já noticiado, no dia 26 de maio a Escola Básica Integrada de Colares organizou uma Feira Saloia com o propósito de celebrar e homenagear as suas gentes e costumes. Um dos lemas da festa baseou-se na famosa letra/canção do poeta Cavador, José Fernandes Badajoz – Não é vergonha ser camponês. Foi um dia memorável pela emoção latente entre várias gerações de fregueses que, vestidos a rigor, foram disfrutando de todas as particularidades da Feira. Atrações foram diversas, do porco no espeto aos passeios de burro, atravessando todo o tipo de doçaria. O momento alto e verdadeiramente emocionante, foi a homenagem realizada pelos alunos do pré-escolar e do primeiro ciclo, ao poeta Cavador. Em uníssono com pais, avós e o acompanhamento dos professores do 1º Ciclo e Sofia Loureiro, da mãe e avó, Graça Pedroso, e do grupo de Reformados e Pensionistas do Mucifal, cantaram-se e dançaram-se músicas e danças típicas da região Saloia. A escola estava repleta de afeto e gente amiga. Éramos praticamente um milhar de pessoas, de professores, a funcionários, as dezenas de alunos e familiares, as duas associações representantes de pais, todos em comunhão. Com um único propósito, dizer presente. A escola cumpriu uma das suas principais missões, formar cidadãos plenos, orgulhosos das suas tradições e dos seus antepassados e capazes de projetar um futuro sem ruturas geracionais. Um agradecimento geral a todos os que ajudaram e contribuíram para fazer desta Festa um sucesso absoluto. Muito obrigado e para o ano cá estaremos com a mesma energia e o mesmo sentido de missão. Valorizar a escola e a sua comunidade.
Nuno Cabanas - Coordenador da EBI de Colares

O CAVADOR

Mal que rompe a madrugada

Ponho ao ombro a minha enxada

Vou para o campo trabalhar.

É assim a minha vida

Porque gosto desta lida

Nunca a poderei deixar.

Quem no campo labutar

É que sabe avaliar

O que custa a nossa arte

Quem o trabalho conhece

Vê que o cavador merece

Elogio em toda a parte.

 

Refrão

O pobre trabalhador

Passa a vida atribulada

Desde manhã ao sol – pôr

A puxar pela enxada.

Sempre, sempre a trabalhar

É assim nosso viver

Se não podemos ganhar

Já não temos que comer.

 

Há quem diga por supor

Que o pobre trabalhador

É rude e não sabe nada

Que é uma ideia embrutecida

Pois somente leva a vida

A puxar pela enxada.

Sabemos compreender

Que é bonito saber ler

E que é bom ser educado

A sorte é que nos ilude

Mas não tem nada ser rude

Para ser homem honrado.

Letra: José Fernandes Badajoz

Música: Duarte Machado

A propósito do Dia Mundial dos Oceanos (8 de Junho)

Em homenagem a José Mariano Gago e Mário Ruivo,
dois nomes grandes a lembrar neste dia.

Vai para 30 anos, surgiu, no Museu Nacional de História Natural, um grupo de investigação em Geologia Marinha/Oceanografia Geológica, com ligações internacionais, designado DISEPLA, acrónimo de Dinâmica Sedimentar da Plataforma.
Menos conhecida do público, mas que reputo como a mais volumosa e importante contribuição científica deste Museu, nos 20 anos de actividade sob minha direcção, foi a que ali se desenvolveu nesta área, numa caminhada pioneira que conduziu ao nascimento e expansão de uma verdadeira escola no estudo dos oceanos.
Em 1987 a então Junta Nacional de Investigação Científica e Tecnológica (JNICT), hoje Fundação para a Ciência e a Tecnologia, de que era presidente o saudoso Prof. Mariano Gago, lançava o “Programa Mobilizador de Ciência e Tecnologia”, no qual tinha cabimento uma componente dinamizadora das Geociências do Mar, apresentada publicamente pelos Profs. Mário Ruivo, da Comissão Oceanográfica Intergovernamental da UNESCO, Michael Collins, da Universidade de Southampton, e Michael Vigneaux, da Universidade Bordéus.
Foi na sequência deste programa que João Alveirinho, então o primeiro e o único doutorado português em Geologia Marinha, me veio propor que subscrevesse a candidatura à JNICT de um projecto de investigação, concebido por ele, como desenvolvimento do tema da sua tese de doutoramento, acabada de defender. Tendo orientado, em parte, este seu trabalho e acompanhado de muito perto toda a sua carreira científica, nos saudosos Serviços Geológicos de Portugal e no Instituto Hidrográfico, e tendo em conta a oportunidade, a qualidade e o interesse estratégico desse projecto, aceitei esta sua proposta o que implicou, também, aceitar sediar no Museu a equipa de jovens investigadores que era necessário reunir e formar.
Com esta proposta, João Alveirinho, apenas necessitava de uma instituição que os acolhesse e de uma assinatura que o avalizasse. Ponderada a situação, pus à disposição deste meu ex-aluno os nossos espaços, os nossos equipamentos e os nossos, então, muito escassos recursos em pessoal técnico, administrativo e auxiliar.
Assim sendo, apresentei, à então JNICT, o primeiro dos vários projetos que ali se desenvolveram nos dez anos que se seguiram, concebidos em conjunto com outros, neste mesmo domínio, da responsabilidade científica do Prof. António Ribeiro, também eles sediados no Museu. Foi neste contexto que me envolvi nos domínios da investigação em Ciências do Mar. O primeiro projecto arrancou em início de 1988 com uma investigadora sénior e dez alunos finalistas de Geologia.
O Grupo DISEPLA visou, sobretudo, a formação de jovens investigadores e a criação de um corpo nacional de investigação no domínio da Geologia Marinha, interdisciplinar e internacionalizado, até então ausente das nossas universidades.
Entre os elementos formados no grupo, 28 concluíram o mestrado e 13, o doutoramento.
Os sete encontros que promovemos, alguns em colaboração com os colegas do país vizinho, trouxeram ao conhecimento mais de mil comunicações.
Com o passar do tempo, o Grupo evoluiu naturalmente para uma rede de investigação, eficaz e igualmente informal, cujos elementos, dispersos, como se disse atrás, são agora os promotores e os responsáveis pelos seus próprios projetos, em que cada um procura as colaborações mais convenientes e nos moldes que entenda estabelecê-las.
Nascido e desenvolvido no Museu Nacional de História Natural, sob a minha responsabilidade, com a coordenação científica de João Alveirinho e em colaboração com António Ribeiro e o indispensável e sempre disponível apoio do Instituto Hidrográfico, o Grupo DISEPLA deixou descendentes, ou seja, fez escola que continua a dar frutos, uma realidade que ficará esquecida se ninguém se der ao trabalho de a registar.
Com uma primeira geração de investigadores que, de juniores passaram a seniores, vi partir a maior parte destes “filhos”, hoje independentes e a trilharem os seus próprios caminhos, o que me enche de satisfação e orgulho. Atualmente há “netos” que já nem conhecem os “avós”, mas que só existem porque nós tivemos a ousadia de iniciar esta viagem e de segurar o leme deste “navio”, nas primeiras milhas desta gratificante navegação que conduziu, repito, à introdução das Geociências do Mar nas nossas universidades, onde os mestrados e os doutoramentos se sucedem.
A. M. Galopim de Carvalho

Impressionismo

“Os bêbados”, de José Malhoa.
Impressionismo, Fauvismo, Futurismo, Cubismo, Neoplasticismo, Simbolismo, Expressionismo, Suprematismo, Dadaísmo, Surrealismo, Raionismo, Construtivismo, Realismo, Modernismo e outros “ismos”(*) são nomes que os historiadores e os críticos de arte criaram e “tratam por tu”, que “assustam” os muitos que nada sabem deste domínio da criatividade humana (e a Escola nada nos ensinou nestas matérias), mas que podem ser perfeitamente explicados por palavras que todos entendem.
Todos eles designam movimentos artísticos onde, de modo menos ou mais subjetivo se têm “arrumado” as obras de um sem número de artistas. Todos eles saíram de um movimento mais abrangente, conhecido por Modernismo, afirmado no 3º quartel do século XIX e bem desenvolvido na primeira metade do século XX, numa atitude intelectual de oposição e recusa face aos padrões antigos e que fez escola não só nas artes plásticas, como na literatura, no teatro, na música e na dança,
Comecemos então pelo Impressionismo, tido como a primeira revolução nas artes plásticas desde a Renascença. Nascido em Paris, em 1872, com a apresentação de um quadro a óleo de Claude Monet, cujo título, “Impression, soleil levant”, deu o nome a este importante movimento com expressão significativa no terceiro quartel de século XIX e primeiro do XX.
A recusa à tradição que transparece no Impressionismo faz dele um dos primeiros movimentos (correntes, escolas ou estilos) a incluir no âmbito do Modernismo. De início mais interessados no trabalho realizado ao ar livre, do que nos “ateliers”, os impressionistas pioneiros defendiam que o que era dominante na perceção dos objetos era a luz que refletiam, demonstrando nos seus trabalhos que a cor mudava em função das horas do dia e do estado do tempo.
Virando costas à estética própria do Academismo e às temáticas ditas nobres, também se distanciaram do Realismo, rejeitando a reprodução fotográfica ou fiel da realidade, figuravam sem contornos precisos, dando primazia aos contrastes de luz e cores. Para eles, o que se lhes deparava à vista, o objeto, a paisagem, a pessoa, era motivo para conceber e realizar obra de arte.
Entre os impressionistas pioneiros destacaram-se os franceses Claude Monet (1840-1926), Edouard Manet (1832-1883), Pierre-August Renoir (1941-1919), Paul Cézanne (1839-1906), Edgar Degas (1834-1917) e Paul Gauguin (1848-1903), Camille Pissarro (1830-1903), demasiado conhecidos
Este importante movimento teve reflexos na europa e nas américas, nomeadamente, nos EUA, onde floresceu, e no Brasil, valendo a pena recordar Eliseu Visconti (1866-1944) e a sua magnífica obra “Moça no Trigal” (1916)
Em Portugal aproximaram-se do respetivo estilo, José Malhoa (1857-1933), Henrique Pousão (1859-1884) e Aurélia de Souza (1866-1922).
A. M. Galopim de Carvalho
(*) – N. do E.: Ver aqui definições sucintas dos outros “Ismos”