Danças com História

A Associação Danças com História tem por missão a animação de lugares e monumentos nobres do património português, na senda dos acontecimentos e dos personagens que fizeram de Lisboa o centro do mundo na era de Quinhentos.

A sua colaboração em eventos de recriação histórica em monumentos nacionais e no estrangeiro, destaca-se pelo rigor histórico manifesto na postura, nos trajes e nas danças.
Criada no ano 2000, mantém, desde 2001, ano em que se apresentou publicamente, na Torre de Belém, uma colaboração com os Serviços Educativos do Palácio Nacional de Sintra, e desde 2010 com o Castelo de S. Jorge/EGEAC, Lisboa e com a Quinta da Regaleira.

A Associação Danças com História conta com 580 apresentações pública desde o ano 2001, envolvendo eventos em espaços históricos em Portugal e no estrangeiro, parcerias em representações teatrais, recriação e animação histórica.

A ADCH possui um guarda-roupa de cento e cinquenta trajes dos Sécs XV, XVI e XVII e participou em mais de 30 Seminários, Conferências, Palestras, Jornadas de Estudo e Estágios de Dança Antiga, com Mestres de renome Mundial como Cecília Noacili, Lieven Baert e Bárbara Sparti.

Participou em gravações para a RTP e para o Canal 5 da Televisão francesa Le Monde, organiza o Iº Estágio Internacional de Dança Antiga de Sintra e 1.ªs, 2.ªs e 3.ªs Jornadas de Estudo de Dança Antiga portuguesa em Sintra.

Representou Portugal no Festival de Dança Meet The Tradition na Bulgária, em 2009 e tem participado no Festival de Música e Dança Antiga de Urbino.

A Associação Danças com História tem protocolos de colaboração com a Câmara Municipal de Sintra, a Escola Secundária de Mem Martins e a Sociedade Histórica da Independência de Portugal. No ano letivo de 2016/17 colaborou na Feira Quinhentista realizada na Escola Básica de Colares.

O espírito que presidiu à formação desta Associação pode traduzir-se no lema adotado 

                ARS LONGA, VITA BREVIS! – CARPE DIEM!

Aos Leitores

Reiteramos os nossos votos de um próspero 2019 e reiniciamos a edição do Chão de Areia com um artigo do nosso colaborador, o professor doutor Galopim de Carvalho.
Aproveitamos para solicitar a todos a continuação da colaboração nas nossas edições, enviando os artigos que considerarem pertinentes.

As editoras

17 SÉCULOS DE PENSAMENTO FILOSÓFICO ANTECEDEM AS PRIMEIRAS UNIVERSIDADES EUROPEIAS

 

Foi nas colónias gregas da Ásia Menor, mais precisamente na Jónia, entre os séculos VII e VI a.C., que encontrámos as primeiras manifestações de um pensamento dotado de exigência e compreensão racional.

Foi aqui que alguns dos seus habitantes mais letrados esboçaram as primeiras tentativas de explicar o mundo que os rodeava sem recorrerem à mitologia, o que era a prática comum da época. Só meio século depois, Pitágoras (circa 570-495 a.C.) deu o nome de “filosofia” a essa atitude mental.

Nascido em Mileto, cidade desta colónia, Thales (c. 623-546 a.C.) terá sido o primeiro pensador a afastar-se das crenças religiosas que conduziam a sociedade grega mais antiga e, como tal, o primeiro filósofo ocidental. Foi o surgir de um pensamento que virou costas à tradição mítica de deuses e heróis e começou a fundamentar-se nas realidades observadas no dia-a-dia. Pode dizer-se que, com ele, a experimentação quotidiana conduziu à laicização do conhecimento e à sua condução no caminho do racional.

Dentro deste espírito surgiram na Escola que fundou em Mileto e noutras, ao longo dos séculos VI e V a.C., as primeiras ideias, ditas filosóficas, como o embrião de uma ciência teórica, meramente especulativa, sem qualquer apoio experimental. Estas escolas eram comunidades de pensadores ditos pré-socráticos (Tales, Anaximandro, Anaxágoras e Heráclito, entre outros), cujas ideias, muitas vezes divergentes entre si, foram os primeiros passos na procura do conhecimento no mundo ocidental. Dizemos ocidental porque havia outros a oriente, não menos importantes, nomeadamente, na índia, na Mesopotâmia, na Pérsia e na China, pensamentos que, é preciso dizer, tiveram influência na cultura grega. 

Sócrates, Platão, Aristóteles e muitos, muitos outros, menos conhecidos do grande público, legaram-nos um pensamento despido de deuses e heróis, considerado o caldo das escolas e universidades medievais.

Esta vitória do pensamento laico sofreu grande retrocesso com o advento do catolicismo (do grego “catholikós”, universal), em especial pela influência de Agostinho de Hipona (354-430), mais conhecido por Santo Agostinho e um dos maiores teólogos e filósofos dos primeiros anos do cristianismo. Segundo este doutor da Igreja, a única verdade era a dos Santos Evangelhos.

Instituição da Idade Média, a Universidade nasceu como algo mais do que a Academia de Atenas, fundada por Platão, no século IV a. C. (nos jardins de Akademós, o herói da mitologia grega e, daí, o nome). Tanto nesta Academia como no Liceu fundado pelo seu discípulo, Aristóteles, os mestres limitavam-se a especular e debater com os discípulos as suas ideias.

Durante, praticamente, toda a Idade Média, a Igreja Católica Romana deteve o monopólio da cultura e do pensamento. Daí, o ensino ser ministrado por eclesiásticos e os conteúdos e objectivos serem estabelecidos pela hierarquia religiosa, tanto nas Escolas (paroquiais, catedrais, monacais e palatinas), como nos Estudos Gerais e nas Universidades que, a partir deles, se formaram. Lembremos, a propósito, que a palavra “universidade” radica no latim “universum” (com o significado de “tudo junto” ou “tornado um”), de “unus”+”versus” (particípio passado do verbo “vertere”, tornar, verter).

Enraizadas na Europa Ocidental, a partir de meados do século XII, no contexto do chamado “Renascimento do Século XII”, as “Universitas Magistrorum et Scholarium”, as verdadeiras Universidades foram comunidades de mestres e discípulos, procurando funcionar como centros de ensino, de pesquisa e produção de saber e, ainda, pólos de debates, não raras vezes, conflituosos. Como locais propícios ao desenvolvimento de ideias, sofreram intervenções de reis, ordens religiosas e, até mesmo, dos papas. O elevado valor já então atribuído ao conhecimento científico, entendido como um “dom de Deus”, proibia os professores de receberem honorários. Assim, estes viviam das dádivas dos alunos (vindos, sobretudo, da nobreza) sob a forna de coleta. 

Surgidas na Itália, na França e na Inglaterra, estas Universidades visavam o estudo do Direito, da Medicina e da Teologia, numa perspetiva do enobrecimento do espírito dos homens e na elevação das suas virtudes. Com raríssimas excepções, as mulheres não eram voltadas para essa educação.

Um parêntese para dizer que, anteriormente a estas Universidades, fora criada em Bolonha, em 1088, uma estrutura afim, vocacionada para, ao mesmo tempo, ensinar a nível então tido por superior e investigar no sentido de inovar conhecimento. Lembrada por Universidade de Bolonha, caracterizou-se por procurar um ensino liberto das amarras da Igreja Católica. Esta não foi, porém, a mais antiga de todas. Antes dela surgira a Universidade de Al Quaraouiyine, em Fez (Marrocos), no ano de 859, a de Hunan (Changsha), na China, em 976, e a de Al-Azhar, no Cairo, Egipto, em 988.

No final da Idade Média, já em pleno Renascimento, as Universidades viram aumentar o número de estudantes filhos de uma burguesia em crescimento, exigentes de uma formação mais ampla, incluindo a de caráter técnico, abrindo-se às Artes, à Matemática, à Filosofia e à Arquitetura. Entre 1200 e 1500 foram fundadas, na Europa, cerca de 80 universidades, muitas delas por bulas emanadas de Roma.

Entre elas, destacam-se:

Século XI – Bolonha e Oxford.
Século XII – Paris e Modena.
Século XIII – Cambridge, Salamanca,
Montpellier, Pádua,
Nápoles, Coimbra (1290)….
Seculo XIV – Lérida, Roma, Pisa…
Século XV – Turim, Leipzig, Poitiers, Lovaina…
Século XVI – Évora (Universidade do Espírito Santo)

Foi o tempo da escolástica, a filosofia cristã colocada na base de todo o ensino, concebida como uma via para harmonizar a razão com a fé. Foram, porém e apesar de tudo, instituições de excelência internacional, consideradas os locais de ensino e de investigação mais prestigiados da Europa medieval.

A. M. Galopim de Carvalho

Aos leitores do Chão de Areia

Agradecemos a todos aqueles que colaboraram connosco no Chão de Areia e permitiram continuar esta nova etapa. Continuaremos a contar com a colaboração de todos no envio de artigos que permitam manter o nosso jornal vivo e ativo.

Desejamos neste final de período, Festas Felizes e um 2019 repleto de saúde, paz e prosperidade.
As editoras

Alunos dos cursos profissionais do Agml no Reino do Natal

No centro histórico de Sintra, no Parque da Liberdade de 1 a 23 de dezembro, realiza-se o Reino do Natal.

Todo o parque é cenografado, sendo a brincadeira, as atividades desportivas, os ateliês, os concertos, diversos espaços de restauração e o artesanato uma constante ao longo dos dias do evento, dos quais tantos miúdos como graúdos podem usufruir ao máximo.

Um cenário de encantar com fadas, duendes, seres fantásticos e Pai Natal transformam este espaço num verdadeiro Reino do Natal, onde os visitantes são convidados a entregar um donativo (bem alimentar não perecível) ou um valor simbólico em numerário que reverte posteriormente  na compra de alimentos para as famílias mais carenciadas do concelho de Sintra.

Os alunos do 1º ano da turma de Turismo estão a ajudar na organização do evento. Fazem a receção aos visitantes, dando os bilhetes e um mapa com a orientação das atividades. Há alunos que estão a colaborar com a empresa MuitAventura, fazem a segurança e dão apoio à atividade, escalada.

Para entrar neste ambiente deverá oferecer um bem alimentar não perecível, ou também poderá entregar ração para animais, que certamente contribuirá para a melhoria de vida das pessoas que beneficiam do apoio das associações de solidariedade social e de apoio aos animais do Concelho de Sintra.
















Ana Pinto Basto

Praia Grande é notícia

No passado dia 15 de novembro, realizou-se uma visita de estudo do 7º ano da EBIC, à vertente das pegadas de dinossauros da Praia Grande. A visita foi acompanhada pelo geólogo Galopim de Carvalho que alertou para o mau estado da escarpa que dá acesso ao patamar de onde se podem observar as pegadas. Esta notícia foi relatada pela Rádio Renascença e pode ser consultada pelo seguinte link: https://rr.sapo.pt/noticia/131415/rocha-ameaca-cair-na-praia-grande-camara-de-sintra-pede-avaliacao-urgente

Desta visita foram tiradas algumas fotos e elaborada a respetiva notícia pela turma participante.

Visita de estudo com o avô dos dinossauros

No dia 15 de Novembro (sexta-feira) pelas 10:20, os alunos e alguns professores do 7ºE realizaram uma saída de campo a pé até à praia Grande.

Até chegarem à praia Grande foi um longo e bonito caminho mas conversando uns com os outros o tempo passou a voar. Quando chegaram à praia Grande (cansados), repararam que ainda tinham de subir 365 degraus (que horror). Chegando ao topo da escada conheceram o avô dos dinossauros, ele é muito divertido, simpático, brincalhão e dá muito bons exemplos. Ele apresentou-se, falou sobre a história da sua vida e falou sobre aquele sítio.

O Professor começou por dizer que as pegadas estão lá, porque aquela rocha, há milhões de anos, era uma espécie de lama. Com o passar dos anos (milhões) tornou-se numa rocha sedimentar. Explicou também, que as pegadas eram de duas espécies que viveram no período Cretácico inferior e que eram umas pegadas de herbívoros e carnívoros. A turma fez várias perguntas e aprendeu muitas coisas com ele, como por exemplo:

As pegadas dos Carnívoros tinham três dedos apontados para a frente e que as pegadas dos Herbívoros tinham as patas mais arredondadas;

As rochas estavam na vertical por causa das forças geradas no interior da Terra que permitiram que a serra de Sintra e outros relevos se formassem, arrastando com o seu movimento as rochas da crosta terrestre. Deste modo, hoje podemos ver o trilho de pegadas em camadas de rochas verticais;

E ainda que os dinossauros andavam naquela zona porque tinha muita vegetação para os Herbívoros, e os Carnívoros como tinham de se alimentar comiam esses Herbívoros.

Sobre as pegadas: num total de 66 pegadas, 55 das quais distribuídas por 11 rastos que parecem ter sido feitos por animais bípedes, estando as restantes aparentemente isoladas.

O Professor manifestou também alguma apreensão por um bloco rochoso que aparentava poder ruir a qualquer momento.

No fim todos gostaram muito e agradeceram a visita deste ilustre Professor.

Afonso Rosado, David Pacheco e Matilde Silva 7ºE

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Após uma semana, no dia 30 de novembro verificou-se a queda do bloco em perigo, como podemos ler no seguinte link: https://www.dn.pt/vida-e-futuro/interior/ruiu-bloco-no-acesso-interditado-junto-a-pegadas-de-dinossauros-da-praia-grande-10261474.html

Alunos de Cidadania em homenagem à artista Helena Almeida

Helena Almeida, foi um dos nomes mais influentes da arte contemporânea portuguesa do século XX. A sua obra multifacetada, original e única, está representada em coleções no The Museum of Modern Art (MoMA), em Nova Iorque, no Museu Nacional de Arte Reina Sofia, em Madrid, ou na Coleção Novo Banco, em Lisboa. E permanece atual, com crescente dimensão internacional. A artista faleceu dia 25 de Setembro de 2018, aos 84 anos.

A sua prática artística abrangia a fotografia, a performance, o vídeo e o desenho, evoluindo a partir de uma interrogação permanente da linguagem da pintura. Arte, liberdade, expressão pura, sem regras, sem margens, sem imposições, sem medos. O importante era o ser, o criar, o ser original.

O facto de as suas obras darem sempre uma noção de Liberdade Infinita, inspiraram os formandos de Cidadania a falar e a fotografar sobre “Liberdade”.

Ana Pinto Basto, docente da ESSM
TRABALHOS REALIZADOS em PDF (os artigos dos alunos foram revistos pela docente)