Agitarte em Colares

C.E.C.D.  DE MIRA SINTRA

O C.E.C.D de Mira Sintra- Centro de Educação para o Cidadão com Deficiência é uma Cooperativa de Solidariedade Social, sem fins lucrativos.

Foi fundada em 1976 por pais e técnicos. Desde o início, os saberes e experiência de uns e outros na gestão da Cooperativa apoia, atualmente, cerca de 2.200 pessoas, desde crianças, jovens e adultos que precisam de apoio especializado.

Esta instituição (que é como uma escola/casa) dispõe de valências diferentes, em espaços diferentes, com programas específicos e equipas multidisciplinares (como terapeutas da fala, ocupacional, psicomotricista e/ou psicólogos entre outros). Estas equipas fazem trabalhos adaptados às necessidades e características da população atendida.

Eles têm diferentes CAOs (Centro de Atividades Ocupacionais) que propõe opções vocacionadas para jovens e adultos a partir dos 16 anos de idade, com deficiência intelectual e multideficiência, que atua ao nível do desenvolvimento de competências de autonomia pessoal e social, tendo em vista a sua inclusão social.

O seu âmbito de ação estende-se prioritariamente ao Concelho de Sintra.

O C.E.C.D de Mira Sintra- Centro de Educação para o Cidadão com Deficiência é uma Cooperativa de Solidariedade Social, sem fins lucrativos.

Foi fundada em 1976 por pais e técnicos. Desde o início, os saberes e experiência de uns e outros na gestão da Cooperativa apoia, atualmente, cerca de 2.200 pessoas, desde crianças, jovens e adultos que precisam de apoio especializado.

Esta instituição (que é como uma escola/casa) dispõe de valências diferentes, em espaços diferentes, com programas específicos e equipas multidisciplinares (como terapeutas da fala, ocupacional, psicomotricista e/ou psicólogos entre outros). Estas equipas fazem trabalhos adaptados às necessidades e características da população atendida.

Eles têm diferentes CAOs (Centro de Atividades Ocupacionais) que propõe opções vocacionadas para jovens e adultos a partir dos 16 anos de idade, com deficiência intelectual e multideficiência, que atua ao nível do desenvolvimento de competências de autonomia pessoal e social, tendo em vista a sua inclusão social.

O seu âmbito de ação estende-se prioritariamente ao Concelho de Sintra.

A nossa escola convidou o AGITARTE, que pertence a um dos CAOs do C.E.C.D.

O AGITARTE é um grupo artístico que faz teatro e dança.

Ler abaixo a entrevista que colegas nossos fizeram a este grupo.

Trabalho realizado por Joana Serôdio e Rodrigo Alonso – 4.ºB
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 PASSAGEM POR COLARES
No passados dias 27 e 28 de fevereiro, o grupo Agitarte esteve na nossa escola, para divulgar o seu trabalho.
Foram feitas apresentações para os alunos, que receberam com carinho e entusiasmo este tão afável grupo.

Obrigado.

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ENTREVISTA À AGITARTE

Nos dias 27 e 28 de fevereiro o grupo Artístico AGITARTE do CECD de Mira Sintra veio atuar à EBI de Colares.
Carolina Ganhão, David Miño e Leonor Araújo, do 4.ºB, preparam uma entrevista à Dr.ª Cristina e Dr.ª Mónica, dinamizadoras do grupo, para melhor conhecermos este grupo tão especial.
Entrevistadora Leonor (E.L.)- Porque razão criaram o Agirtarte ?
Dra. Cristina e Dra. Mónica – O AGITARTE tem duas vertentes: o teatro dinamizado pela Dra.Cristina e a dança é dinamizada pela Dra. Mónica. O AGITARTE trabalha interesses nossos, ou seja, a Dr.ª Cristina gosta de teatro e de dança e achamos que eles poderiam fazer algo relacionado com isso. Com a dança e o teatro podemos trabalhar a memória, a criatividade, a exposição ao público, porque para os nossos jovens atores não é fácil! Nas peças de teatro trabalhamos também outros conceitos como os dias da semana, as cores. Este trabalho é igualmente terapêutico como saber trabalhar em conjunto, respeitar a sua vez, fazendo algo que eles gostam, porque todos gostam da área da dança e do teatro.Entrevistadora Carolina (E.C.) – De onde vem o nome AGITARTE?
Dra. Cristina e Dra. Mónica – O nome AGITARTE não é só AGITARTE! Chama-se “Agitar-te as ideias”, porque nós queremos é realmente agitar as ideias das pessoas que nos vêem. Somos pessoas iguais e pessoas diferentes, mas gostamos que as pessoas vejam que o nosso trabalho é bom e tem qualidade, tal como as outras companhias de teatro e dança. Nós queremos mostrar que somos artistas e que também eles são capazes.

Entrevistador David (E. D.) – Foi fácil mostrar este espectáculo?
Dra. Cristina e Dra. Mónica – Esta peça de teatro que apresentamos hoje? … Não é difícil. Demora é algum tempo. Temos de treinar muitas vezes. Quando temos uma personagem para eles fazerem, demora mais tempo. Devemos ensaiar mais vezes e repetir muito para os atores perceberem o que esperamos deles. Mas não é difícil, e nós gostamos todos de fazer isso.
Hoje há atores que vão desempenhar vários papéis! Isso mostra que eles são capazes de aprender rapidamente e, por vezes, até conseguem substituir colegas que faltam.
(E.L.) – Onde arranjaram os disfarces/os adereços?
Dra. Cristina e Dra. Mónica – Muitos adereços foram construídos por nós, as técnicas, porque ainda é difícil para eles.

E. C. – Quanto tempo demoraram a montar o espetáculo?
Dra. Cristina e Dra. Mónica – Para esta peça do “Lobo e as cores” demoramos uns três meses. A peça da “Alegria” demorou um ano. Os ensaios aconteciam mais ao menos uma vez por semana, mas quando chega uma atuação nós intensificamos os ensaios.
A “Alegria” nasceu de um projeto com uma escola que trabalhava em parceria connosco e atuava na nossa peça. Eles tocavam a música e nós dançávamos. Esta peça tem 3 danças. A peça “Allegria” que apresentamos aos alunos do 2º e 3º ciclo de Colares é na verdade uma adaptação de uma adaptação.

E. D. – Quando começou o “Agitarte”?
Dra. Mónica – Inicialmente éramos um grupo de dança e começamos em 2004. Entretanto crescemos, houve mais jovens do CECD, nossos utentes, interessados em participar. E depois juntaram-se a nós Dr.ª Cristina e a Dr.ª Gorete, trazendo o teatro em 2007. O teatro foi mais uma arte para eles trabalharem. Foi assim que em 2007 nasceu o “AGITARTE” como nós o conhecemos com a vertente dança/teatro.

E.L. – Vamos fazer um jogo como na escola. Complete as frases por favor!
E.L. O AGITARTE é…?
Dra. Cristina e Dra. Mónica …maravilhoso…é alegria…!
E.L. – o AGITARTE gostava de …?
Dra. Cristina e Dra. Mónica – De ser conhecido….de ser internacional (risos)!
E.L. – No futuro o AGITARTE será…?
Dra. Cristina e Dra. Mónica- …um sonho para muitos…, uma realidade para outros….(risos).

Carolina/David/Leonor – Obrigada/o por nos terem dado esta entrevista! Obrigada/o por este momento de partilha tão especial…

Trabalho realizado por:
Carolina Ganhão, David Miño e Leonor Araújo, do 4.ºB

História que os Professores de Geologia devem conhecer (7)

Leia aqui o capítulo anterior deste texto

ILUMINISMO

Movimento cultural da elite intelectual europeia do século XVIII, o iluminismo surgiu na continuidade do pensamento racionalista de René Descartes (1596-1650), do criticismo bíblico do holandês (nascido de uma família de judeus portugueses) Bento Espinoza (1632-1677), das ideias do filósofo e matemático alemão Gottfried Leibniz (1646-1716) e da abertura ao método científico moderno protagonizado por Galileu Galilei (1564-1642), em Itália, e por Isac Newton (1643-1727), em Inglaterra.

Nascido e desenvolvido em Paris, como um movimento a um tempo filosófico, social, político, económico, científico e cultural, ao longo do século XVIII, o iluminismo tem o seu ponto alto com a Revolução Francesa. Promotor do intercâmbio intelectual, este movimento manifestou-se como o grande veículo reformador do conhecimento. Num período da História que ficou assinalado como Era da Razão, o iluminismo advoga o uso do raciocínio como via para atingir, não só o conhecimento, mas também, a liberdade, a autonomia e a emancipação face ao poder político então ainda absoluto, num tempo marcado pelo monopólio comercial desse mesmo poder, pela persistência de estruturas feudais, pela pressão cultural da igreja católica, e pela perseguição às ideias tidas por perigosas, tantas vezes exercida a ferro e fogo. Entre os iluministas distinguiram-se os franceses Charles de Montesquieu (1689-1755), lembrado como um dos fundadores da sociologia; Voltaire (1694-1778), crítico acérrimo da monarquia e da igreja católica; Denis Diderot (1713-1784), organizador da famosa Encyclopédie (em 35 volumes, impressa entre 1751 e 1780), e os seus colaboradores Jean le Rond d’Alembert (1717-1783) e Jean Jacques Rousseau (1712-1778). Na mesma época, o filósofo e enciclopedista franco-alemão, Paul-Henri Thiry, mais conhecido por Barão d’Holbach (1723-1789), é lembrado pelo seu ateísmo e pelos seus volumosos escritos contra a religião, bem expressos na sua obra Sistema da Natureza, editada em 1770.
Na vida económica, o iluminismo, ao mudar a conceção do homem e da sociedade, fez nascer um outro movimento de cariz económico e político, o liberalismo, no qual se distinguiu o escocês Adam Smith (1723-1790). Lembremos que foi o iluminismo que inspirou a Revolução de 1820, em Portugal.É nesta fase da vida no mundo ocidental, a meados do século XVIII, que surge em Inglaterra a Revolução Industrial a par das convulsões sociais e políticas conducentes à queda do Antigo Regime, na sequência das quais a hegemonia comercial, dominada pelo poder político, foi sendo substituída por um capitalismo industrial concentrado nas mãos do sector mais abastado da burguesia. Ganhando força em Inglaterra e na Escócia, na Holanda e na Suécia, países onde a Reforma Protestante tinha conseguido destronar a influência retrógrada da Igreja Católica, a Revolução Industrial demorou a surgir nos países que se mantiveram fiéis ao catolicismo, como foi o caso de Itália, da França, de Espanha e de Portugal.
Esta outra Revolução, que alastrou pelo mundo a partir do século XIX, introduziu um conjunto de mudanças nos meios de produção e, consequentemente, na vida económica e social. Trouxe a fábrica em substituição parcial do artesanato, deu nascimento ao operariado e ao capitalismo industrial, fez crescer as cidades, desenvolveu novas relações entre estados e, em respeito pelos princípios iluministas, proporcionou o surgimento de uma cultura de massas, favorável ao alastramento do ensino a camadas cada vez mais vastas da população e ao maravilhoso progresso científico e tecnológico que marca os dias de hoje e que, infelizmente, não temos sabido aproveitar.
Sob o olhar do cidadão comum, cada vez mais explorado e, por enquanto, submisso, a ganância insaciável do mundo das finanças não tem permitido o uso pleno de tudo o que de bom este planeta tem para nos dar.
(Continua)

A. M. Galopim de Carvalho

 

Pergunta da Quinzena – 3

Resposta da questão anterior: 28. Confira aqui.


Quem é a figura mais importante na imagem principal, que ilustra a “Visita de Estudo à Futurália”, publicada a 26 de abril de 2017
JML

Museu da Assembleia da República – Peça de abril

PEÇA DO MÊS | MEDALHA COMEMORATIVA DO 5.º ANIVERSÁRIO DO 25 DE ABRIL

Esta medalha, de abril de 1979, foi encomendada pela Assembleia da República a José Maria Cabral Antunes, por ocasião do 5.º aniversário da Revolução de 25 de Abril de 1974, que conduziu à instauração do regime democrático em Portugal.

Na medalha circular em bronze (liga de cobre, estanho e zinco), visualiza-se no anverso o seguinte:
Ao centro, um homem de pé, em posição frontal, vestido com calças, cinto e sapatos, de tronco nu, braços estendidos ao alto e com as mãos abertas.
Atrás dele, o mapa de Portugal, encimado por um sol com a legenda “25 de Abril”.
Abaixo, uma maçaroca de milho e uma espiga de trigo.
À direita, um edifício de fábrica com chaminés a fumegarem, uns cravos, a data 1979 e a identificação do autor.
Mais abaixo, uma evocativa figura feminina, também de pé, com panejamento sobre o corpo semidesnudado, a mão direita a agarrar uma roda de leme, que tem inscrita a seguinte legenda: “RUMO AO FUTURO”.

À esquerda, um caduceu (vara com duas cobras enroscadas), a data de 1974 e uma figura feminina, de perfil, encostada a uma pequena coluna clássica, tendo uma coroa de louros (símbolo da vitória) e um barrete frígio na cabeça, o corpo também semidesnudado, o braço direito encostado ao escudo de Portugal (cinco quinas) e segurando na mão um pergaminho com a palavra “Constituição”.
Na orla, está inscrita a legenda: “COMEMORATIVA DO V ANIVERSÁRIO DO 25 DE ABRIL”.

No reverso da medalha, visualiza-se o seguinte:
Ao centro e como fundo, a esfera armilar com o Escudo de Portugal e, em sobreposição, duas mãos a largarem uma pomba vista de trás.
Na orla, está inscrita a legenda: “POR UM PORTUGAL EM LIBERDADE E PAZ”.
José Maria Cabral Antunes nasceu em Coimbra a 6 de fevereiro de 1916 e morreu na mesma cidade a 6 de abril de 1986. Escultor e medalhista laureado com prémios nacionais e internacionais, em especial a Medalha de Ouro da cidade de Coimbra em 1980, destacou-se particularmente na medalhística, com inúmeras medalhas produzidas para o país e para o estrangeiro.
É autor de várias estátuas e bustos, alguns presentes na cidade de Coimbra, tais como o Monumento aos Heróis do Ultramar, a estátua de João Paulo II, o busto de António José de Almeida e o busto de Camilo Pessanha. Das mãos de Cabral Antunes, nasceram quase todos os modelos estatuários criados em Coimbra entre as décadas de 30 e 60 do século XX. A partir de 1960, o escultor modelou no gesso e fez passar a bronze, à prata e ao ouro cerca de mil medalhas.

Como Se Fez – 51: Sou Linda!

Ao sair de casa, cheguei ao portão e vi-a, deslumbrante como poucas. Voltei atrás e fui buscar a câmara mais a lente de Macro. Ainda a apanhei, embora já se tivesse deslocado cerca de 10 cm, mas continuava em cima do muro. O fundo não é o melhor, foi apenas o possível. Claro que eu podia ter-lhe colocado à frente uma folha de cartolina e esperar que para lá caminhasse, mas… o tempo escasseava e pegar-lhe era um risco, pois muitas destas larvas de lepidópteros, com todas aquelas cerdas, são venenosas.
Aqui está um link brasileiro para os interessados na criação de lagartas ou de bichos-da-seda.
Segue-se, conforme referido no “CSF – 45: Boas Festas”, a explicação sobre a forma de calcular a relação entre dimensões do objeto e as da imagem captada.

A Macrofotografia é, por definição, a imagem que se capta com uma relação “objeto/imagem” superior ou próxima do tamanho real. Passemos à explicação: Considerando as dimensões do fotograma de 35 mm, que tem 24X36 mm, se captarmos qualquer coisa com 36 mm e ocupar a totalidade da largura, a relação é de 1/1 (lê-se “um para um”), se ocupar apenas metade (18 mm), a ampliação é de ½, ou seja 0,5 vezes o tamanho real, como é o caso desta, pois a lagarta media cerca de 4 cm. Naturalmente, se captar apenas metade do tamanho total, a encher o enquadramento, a ampliação será de 2/1 (dois para um). Isto nada tem a ver com a ampliação final com que se irá ver a imagem. As dimensões mais comuns de sensores estão referidas no artigo “CSF – 26: Elipse”.

Este tipo de fotografia pode ser executado com 3 sistemas diferentes:

1 – Objetivas apropriadas, designadas por Macro, que permitem uma focagem mais próxima que as normais;
2 – Com tubos (ou fole) de Macro, intercalados entre a objetiva e o corpo da máquina, que podem focar muito perto, às vezes tão perto, que não há espaço para a fonte de luz.
3 – Ou ainda, como neste caso, com uma lente apropriada colocada à frente da objetiva.

A maioria das objetivas normais permite, sem acessórios, ampliações entre ¼ (0,25X) e 1/6 (0,17X).

Não confundir a Macrofotografia (ou Fotomacrografia) com Microfotografia (ou Fotomicrografia), que é feita com o auxílio de um microscópio e produz ampliações consideravelmente maiores.

Abaixo estão mais lagartas, uma delas com os respetivos casulos, fotografada com um pequeno tubo de Macro.

JML

De Zero a 3500 em Vinte Anos

Até 1995 só conhecíamos os planetas do Sistema Solar. Foram catalogados os satélites naturais, estudava-se a Nuvem de Oort (nome do astrónomo e astrofísico holandês –Jan Hendrik Oort– que mais contribuiu para o conhecimento da estrutura e rotação da Via Láctea), esta nuvem é uma ténue esfera com cerca de 2 Anos-Luz de diâmetro, constituída por partículas de gelo de água, de amónia e de metano, e ainda biliões de corpos menores, que envolve o Sistema Solar e é a fonte provável dos Cometas que orbitam o Sol; sabia-se da Cintura de Kuiper (também conhecida por Cintura de Edgeworth-Kuiper, uma vez que Gerrit Pieter Kuiper, astrónomo holandês e Kenneth Essex Edgeworth, astrónomo, engenheiro e economista irlandês, sugeriram ambos a existência, sem saberem um do outro, de um disco com corpos gelados para lá da órbita de Neptuno, disco esse que se estende desde 30 a 50 UA do Sol, onde se calcula que existam mais de 100 000 corpos celestes, dos quais já foram catalogados mais de 1000, [UA significa Unidade Astronómica e corresponde à distância média entre a Terra e o Sol, cerca de 150 milhões de quilómetros].
Tinham sido identificados inúmeros corpos celestes, como Estrelas, Cometas, Constelações, Nebulosas, Galáxias, Quasares, Pulsares, Buracos Negros [ver Como Se Fez 21 (1), para aprender a criar um Buraco Negro “para a fotografia”], mas… de planetas fora do Sistema Solar, só havia suspeitas.
Entre 1989 e 1992 foram surgindo candidatos a planetas, pois as anomalias detetadas no “balançar” de algumas estrelas não binárias, sugeriam a existência de qualquer corpo a causar a referida perturbação [ver link no final do artigo Como Se Fez 6 (2), para Sistema Binário].

Telescópio Hubble

A 6 de outubro de 1995 foi identificado o primeiro exoplaneta e desde então foram validados inúmeros outros, localizados na década de 80. Em 20 anos identificaram-se 3500 planetas e, em março de 2018 os cientistas já tinham localizado 3741, existindo ainda mais de 5000 a aguardar confirmação.
Este “Grande Salto” deve-se à tecnologia, não só aos telescópios e radiotelescópios terrestres, mas, sobretudo aos vários Observatórios que estão em órbita, entre os quais o Spitzer (de infravermelhos), nome atribuído em homenagem ao astrofísico norte-americano Lyman Spitzer, pelo seu trabalho no campo da dinâmica estelar; o Hubble (ótico e de Infravermelhos), batizado com o nome de Edwin Hubble, atleta, pugilista e astrónomo que expandiu as fronteiras do Universo, deixando este, então, de ser só a Via Láctea, demonstrando o desvio para o vermelho, cada vez mais acentuado para as Galáxias mais distantes –com o Hubble foi possível obter as melhores imagens de sempre do Universo, com uma qualidade nunca vista–; o Chandra (de Raios-X), com nome em homenagem ao astrofísico laureado com o Prêmio Nobel, o indo-americano Subrahmanyan Chandrasekhar, que capta corpos celestes não visíveis de Terra; o Fermi (de Raios Gama), que, como Enrico Fermi, cientista italo-americano, pioneiro nos estudos da física de alta energia, estuda as emissões de alta energia provenientes dos corpos celestes mais distantes; e, finalmente, o Kepler (ótico com um enorme fotómetro), homenageando Johannes Kepler, pioneiro astrónomo matemático, criador das leis com o seu nome, que regem as órbitas dos planetas, estabelecendo-as como elíticas, com o Sol a ocupar um dos focos…. [Ver no Chão de Areia o artigo “No Princípio era a Luz” (pág.3), onde está uma referência a Johannes Kepler, com o seu contributo no campo da ótica (3)]. O Kepler, na sua órbita atrás da Terra, para que esta não oculte as estrelas observadas, trabalhando em parceria com os seus congéneres terrestres e em órbita, apesar de estar, desde 2013, com avarias no sistema giroscópico, tem sido o grande responsável pela descoberta de Exoplanetas.

Observatório Kepler

Mas, infelizmente, vários destes Observatórios já estão ou vão, gradualmente, sendo desativados, devido à falta de combustível e aos custos de manutenção. Porém, nem tudo é mau, pois, entre abril e junho de 2018, a NASA tenciona lançar o TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite), que irá substituir o Kepler. Por outro lado, entre 2021 e 2024 irá sendo gradualmente ativado o GMT (Telescópio Gigante de Magalhães), localizado no Chile e que, segundo as expetativas, produzirá imagens dez vezes mais nítidas que as do Hubble, assim esperam as onze instituições internacionais que financiam este projeto. A ver vamos.
Quanto aos planetas, Demócrito, há 2400 anos, previu quase tudo, pois a realidade parece Ficção Científica. Para além dos rochosos, semelhantes à Terra, que orbitam a zona habitável, há alguns muito estranhos, desde os ocos ou com densidade da cortiça (flutuavam se tivéssemos um oceano suficientemente grande), até aos errantes, que vagueiam pelo cosmos, como a Lua na Série “Espaço 1999”, pois a mecânica celeste tem destas coisas. A lista continua, com planetas cuja temperatura permanente é de 1100 graus centígrados, outros feitos literalmente de diamante, alguns com gelo em chamas, por muito absurdo que possa parecer, ou onde chove vidro, ou cobertos totalmente por água, ou oblongos em vez de esféricos, por estarem a ser absorvidos pela estrela que orbitam. Até se descobriu um com uma caraterística mais interessante que Tatooine, de “Star Wars”, pois, em vez de orbitar duas estrelas (um sistema binário), orbita três…
Aguardemos, mais virão.
Quanto às distâncias a que estes planetas se encontram da Terra, elas são verdadeiramente astronómicas, o mais próximo é o Ross 128b, que está a 11 anos-luz. Só lá chegaremos quando a Humanidade conseguir contornar as incontornáveis Leis da Física.

Leituras recomendadas:
– História Completa do Universo – Edições G+J Portugal, 2015
– Hubble, 15 Anos de Descoberta (inclui DVD) – Edições ASA, 2005
– Hubble, As Melhores Imagens… : 1990-2015, GeoBook – Edições G+J Portugal, 2016
Ou, no mínimo, consultar regularmente o Portal de Astronomia da Wikipedia:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Portal:Astronomia
E para quem domine a língua inglesa, o “Space.com” vale ouro.
https://www.space.com/
Ou o Portal da NASA
https://www.nasa.gov/

(0) - As notas são hiperligações no próprio número. 
JML

Mês 3, Dia 14 – Dia do π

Conforme sabemos, Pi é a relação entre o Perímetro e o Diâmetro das Circunferências.
Neste dia do PI, em 1879, nasceu Albert Einstein, em 2018, morreu Stephen Hawking.
A escolha da data para o Dia do Pi deve-se ao facto de a notação americana das datas ser MM/DD e não DD/MM. Assim, nos Estados Unidos da América, a notação do dia 14 de março é 3/14, a aproximação mais usada de Pi: (3,141592653589793238462643383…).
A primeira comemoração do Dia do Pi aconteceu no museu Exploratorium de São Francisco, em 1988. Público e funcionários participaram no evento realizado num dos espaços circulares do museu, onde apreciaram o material exposto e depois consumiram tartes de frutas. No ano seguinte, o museu acrescentou pizza ao menu do Dia do Pi.
Nalgumas Universidades e Institutos americanos, é da tradição, neste dia, servir alimentos de formato redondo, cujo nome comece por Pi ou que soe como Pi, como é o caso das tartes (Pie em inglês), de Pineapple (Ananás) ou de Pine Nuts (Pinhões). O MIT e a NASA organizam regularmente eventos de caráter científico, relacionados com este dia.

Abaixo: Doodle alusivio ao Dia do Pi, que não esteve visível na versão portuguesa deste motor de busca.

Em 2009, foi aprovada uma lei pela Câmara dos Representantes dos Estados Unidos que designou, oficialmente, o dia 14 de Março como o Dia do Pi, visto como uma forma de encorajar professores e alunos a celebrá-lo com atividades educativas e a promover o ensino da Matemática, desde então, a comemoração tornou-se internacional. Por cá, graças à colaboração dos alunos do oitavo ano, a escada de acesso ao piso de cima foi decorada, conforme as imagens documentam, com 314 algarismos de Pi.

Os mesmos alunos do 8º ano visualizaram, com bastante interesse, o vídeo “Isto é Matemática – O Pi existe”.

Patrícia Silva e José Maria Silva

I Concurso Literário (Entre) Linhas

O desafio foi lançado pelo grupo disciplinar de Português da Escola Básica de Colares, em setembro, nas propostas de atividades.
A entrega dos textos, nas categorias de prosa e de poesia, foi feita pelos alunos das turmas do quinto ao nono anos, no prazo estabelecido de acordo com o regulamento do concurso.
Textos devorados, conquistados, descodificados e (re)lidos pelos professores de português. Finalmente, as escolhas foram assumidas e o júri deliberou.
Vinte e um de março, dia da Poesia, e o nosso auditório estava com lotação esgotada. Sussurros iniciais num espaço já preenchido com seres despertados pela curiosidade e unidos por interesses comuns: a escrita e a leitura, duas áreas indissociáveis! Repentinamente, ficou silêncio sem ter sido pedido ao som das notas tocadas pela Raquel Neves (9.ºD); o espaço redimensionou-se e as teclas da máquina de escrever, um objeto com memórias lá dentro, teima em dar vida às palavras … à escrita … e renasceu nas mãos de uma escritora e apresentadora, Catarina Bio (9.ºD).
O conjunto de textos propostos a concurso tinham mérito próprio, pois refletiam a sensibilidade, a emotividade, os olhares, os sentidos e a criatividade de cada concorrente. Tendo em conta esta perspetiva, a escrita esteve sempre no palco como ator de um elenco também protagonizado pelas vencedoras na categoria de poesia, Maria Roneberg (6.ºA) e Vilda Reinius (9.ºA), e na categoria de prosa, Vera Gräaf. A categoria de Menção Honrosa também foi valorizada e foi atribuída aos alunos Sandra Almeida (7.ºD), Rodrigo Simões (8.ºA), Catarina Joaquim (9.ºC) e Mariana Pacheco (9.ºD).

A todos, alunos, professores e coordenação, que apoiaram esta iniciativa, reiteramos a nossa gratidão.
Há dias em que só apetece prolongar o tempo. Há dias em que sentimos apenas o essencial. Há dias que nos encorajam ainda mais.

Anabela Gonçalves e Helena Antão
(Grupo Disciplinar de Português EBI Colares)

Workshop de Parentalidade

Pergunta da Quinzena – 2

Resposta da questão anterior: Telemóvel. Confira aqui.

Segunda pergunta:

Quantos “dentes” são visíveis na imagem que ilustra o artigo

“Como Se Fez – 5” de dezembro de 2013?

JML