Entrevista: O Zorro e a Zara

Na nossa escola vivem dois velhos, mas adoráveis animais.

Quem são eles? Por que razão andam pela escola?

Para saber a história deles, fomos entrevistar o professor Nuno Cabanas, coordenador da EBI de Colares, que amavelmente respondeu às nossas perguntas.

Seraloc – Por que razão trouxeram cães para a escola?

Prof. Nuno – Uma escola de qualidade deve ser um espaço de afetos e a presença de animais contribui para construir um clima de escola positivo e responsável – A Zara e Zola (Sarrazola), as cadelas adotadas pela escola, foram um dos símbolos desses valores e uma forma de identidade. Depois e, porque a Zola desapareceu, um dos alunos da escola ofereceu o Zorro.

Seraloc – Por que razão chamaram assim os cães?

Prof. Nuno – A Zara e a Zola tinham como referência Sarrazola. O antigo nome da escola. Zorro foi o mais próximo e fácil de pronunciar que se conseguiu. E porque é um herói dos bons. Protege sempre os mais desprotegidos e frágeis.

Seraloc – O que é que os cães gostam de fazer consigo ou na escola?

Prof. Nuno – Adoram festas e mimos de todas as pessoas. Agradecem umas fatias de fiambre de carne. Adoram ir à praia com a Colónia de Férias, no verão. Também agradecem uma boleia da várzea para a escola.

Seraloc – Não tem medo que os cães façam mal a alguém? Por que acha que eles são uma mais-valia para a escola?

Prof. Nuno – A Zara e o Zorro são cães adoráveis que não fazem mal a ninguém. São um exemplo de ternura, amizade e dedicação um ao outro. Ajudam a desanuviar muitas angústias e tristezas a todos os seus muitos amigos e admiradores. Ter um amigo é muito mais importante do que se julga! E eles são nossos amigos incondicionais.

Seraloc– O que é que os cães fazem durante o dia?

Prof. Nuno – Agora que são velhinhos dormem muito, mas quando eram mais novos brincavam com os alunos, especialmente, com os alunos dos 5º e 6ºanos. Por vezes “roubavam” umas sandes de fiambre e de queijo.

Seraloc – Quem cuida dos cães?

Prof. Nuno – Todos nós cuidamos do Zorro e da Zara com festas e carinho. Na várzea, onde passam a maior parte dos fins-de-semana, têm grandes amigos. As vacinas e o desparasitante interno e externo são responsabilidade da escola. A Junta de Freguesia de Colares oferece a licença.

Seraloc – Há um quadro de cães no bar? Quem o pintou? Quem são os cães?

Prof. Nuno – Foram os alunos. Infelizmente não sei os seus nomes. É uma outra forma de demonstrar amor e afeto. São a Zara e a Zola.

Entretanto descobrimos que o quadro, que se encontra no bar, foi pintado pela Joana Recto Barra, filha da professora Anabela Recto da EBI de Colares, quando ainda era aluna.

Seraloc, 4.º A e 4.ºB

MERCADO ROMANO

Na EBI de Colares, no dia 25 de maio, organizaram-se várias atividades romanas para toda a comunidade escolar.

De manhã realizou-se uma caminhada que durou a manhã toda.

À tarde, houve refeições servidas como por exemplo: porco no espeto e nalgumas barracas havia muitos bolos e sumos… Os presentes deliciaram-se e muitos beberam em taças de barro, sim, que no tempo dos romanos não havia plástico!

A seguir, houve um magnífico desfile romano, que contou com os meninos do JI até aos alunos do 9º ano. E para alegrar a festa, quem estivesse vestido a rigor podia participar nesta reconstituição histórica, perante o olhar atento do Júlio César da Festa, ao som de uma música alusiva à temática.

Logo a seguir ao desfile, houve várias atuações: a primeira foi a atuação do JI que, com passos de gigantes, mostraram saber dançar ao som dos planetas e deuses romanos. As turmas do 1.º ano cantaram ao som das estações, tema tão querido pelos romanos. O 2.º A e 3.º A, premiaram os presentes com uma dança acompanhada por instrumentos de música de percussão. O 3.º/4.ºB e o 4.º A dançaram relembrando o batimento dos soldados romanos e a doçuras das bailarinas romanas.

Após o 1.º ciclo, o 2.º e 3.º ciclos premiaram os espetadores com a atuação de instrumentos musicais, canções e danças variadas, assim como com convidados para a ocasião.

Foi com alegria, música, dança, comida, bebida, plantinhas medicinais, animais …que todos participaram e partilharam um momento romano, nesta quente tarde de maio!

Foi muito divertido. Adorámos!

3ªA Seraloc

A Propósito das Comemorações da Tabela Periódica

Escrevi este artigo a respeito das atividades relativas às comemorações da “Tabela Periódica”. É a visão de uma professora de Português, que não tem Química desde o décimo segundo ano, mas que desde jovem foi aficionada de ficção científica de qualidade. O que quero dizer é que os conceitos talvez precisem de uma revisão. Mas o amor não. O amor é genuíno.

Se, como costumo dizer, a Matemática é a linguagem dos deuses, meus amigos, a Química é a essência da vida.

Se conseguíssemos contemplar o ínfimo do Universo, então veríamos as partículas que brilham, que roubam, que partilham e que fazem com que toda esta complexidade maravilhosa exista. É tão simplesmente como o amor. Vão agora dizer-me que o amor não existe em tudo? Que apenas a literatura é impregnada de amor? Não, tal não me parece verdade. E este amor ínfimo, invisível e misterioso foi percebido pelo génio único de um russo, Dimitri Mendeleev, no ano de 1869. Este químico criou a primeira versão reconhecida da Tabela Periódica, que completa agora  150 anos!

Parece-vos insignificante? Na realidade, é um feito gigantesco. Ao olharmos atentamente para esta tabela, podemos perceber como se organizam, como reagem, como se relacionam os diferentes elementos. Podemos alcançar o mundo que está na base de tudo o que conhecemos. Podemos até antever um mundo que ainda não existe, como alguns cientistas visionários – recordava-me, ainda há pouco, de a minha professora de Físico-Química ter falado de um elemento de difícil captação, leve e resistente, que faria com que voar se tornasse mais fácil e mais seguro.

E é em 2019 que se comemora o Ano Internacional da Tabela Periódica.    

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Monumento à tabela periódica na Universidade de Química e Tecnologia de Alimentos em Bratislava na Eslováquia.

No âmbito dessa importante comemoração, a Escola Básica Integrada de Colares realizou, entre os dias 13 e 20 de maio, uma verdadeira viagem à Tabela Periódica, que trouxe este instrumento ao conhecimento da comunidade educativa, através de todo um conjunto de atividades, promovidas pela Biblioteca Escolar e realizadas pelas professoras Paula Pinto, Maria Eugénia Antunes, Elisa Costa e  Paula Jacinto.

De entre estas atividades, destacaram-se o Concurso de Escrita Química Divertida e o Peddy Paper Tabela Periódica.

Foram envolvidas as quatro turmas do nono ano, A, B, C e D, na disciplina de Físico-Química.

Os nomes dos vencedores foram divulgados hoje, dia 5 de junho, no decorrer do Sarau de Ginástica:

  • Concurso de Escrita Química Divertida: Adriana Videira e Clara Oliveira, 9ºA
  • Peddy Paper Tabela Periódica: Laura Nascimento, Sara Alves e Teresa Firmino, 9ºD
Sílvia Weber, docente de Português do 3º ciclo, EBIC

Constituição e Estrutura da Terra

À semelhança de uma cereja, que tem pele, polpa e caroço, o nosso planeta tem crosta, manto e núcleo.

CROSTA

Separada do manto pela descontinuidade Mohorovocic, a crosta, representa a “camada” mais externa (a “pele”) da Terra.

Não é uniforme em toda a sua extensão. Reconhece-se-lhe uma crosta continental, com densidade média de 2.7, e uma crosta oceânica, com densidade média de 2,9. Corresponde a menos de 1% do volume do planeta e a valor ainda menor da respectiva massa.

Muito diferentes entre si, a crosta continental constitui o essencial dos continentes, com uma espessura média de 35 km (valores que podem atingir os 70 e 80 Km sob as grandes cadeias montanhosas, como é o caso dos Himalaias) e uma composição sílico-aluminosa, com franco predomínio de rochas de composição granítica, incluindo os gnaisses. As rochas sedimentares, também elas presentes (e exclusivas) na crosta continental, representam uma minoria na sua constituição.

Esta crosta ocupa cerca de 45% da superfície da Terra e 77% do volume total da crosta.

A crosta oceânica, sílico-magnesiana, forma o substrato das bacias oceânicas, com uma espessura variável entre 3 e 15 km (com um valor médio da ordem de 5 a 7 km) na qual predominam as rochas de natureza basáltica e gabróica, além de outras resultantes do metamorfismo destas (em especial metamorfismo hidrotermal) como são, por exemplo, os serpentinitos. Além dos fundos das bacias oceânicas, esta outra crosta, que totaliza cerca de 55% da superfície da Terra e apenas 17% do volume total da crosta terrestre, compreende as ilhas vulcânicas que não são mais do que emergências dessa mesma crosta, correspondentes a aparelhos vulcânicos edificados a partir desses fundos.

A diferença de densidades (2,9 – 2,7 = 0,2), aparentemente mínima, entre os dois principais tipos de crosta constitui um dos factores mais importantes na dinâmica superficial do planeta, como acontece nas fronteiras de aproximação entre placas continentais e oceânicas onde estas, mais densas, mergulham, no geral, sob as outras, menos densas.

Notas:

(ou Mohorovicic) – Trata-se de uma fronteira química Descontinuidade Moho e mineralógica com evidentes reflexos nos comportamentos dos respectivos materiais, face às solicitações mecânicas, como são:

Gabróica – referente a gabro, rocha plutónica, granular grosseira, melanocrata (escura) essencialmente constituída por uma plagioclase cálcica (labradorite e anortite) e por uma piroxena (augite ou hiperstena). Tem o basalto por equivalente vulcânico e o dolerito por equivalente hipabissal. O nome, proposto em 1786, radica no latim gaber, que significa macio.

Gabro

Metamorfismo hidrotermal – metamorfismo produzido numa dada rocha por acção de soluções aquosas quentes que nela penetram e circulam, particularmente importante nas rochas do substrato oceânico

Serpentinito – rocha metamórfica essencialmente formada por minerais (filossilicatos de magnésio) do grupo da serpentina, resultantes da metamorfismo de rochas ultrabásicas magnesianas.

             

Serpentinito                                              Pavimento de serpentinito

A. M. Galopim de Carvalho

“As aventuras do capitão Sarrola e seus incríveis piratas”

 

No passado dia 30, o Pé de Meia, grupo de teatro da EBI de Colares, apresentou a peça “As Aventuras do Capitão Sarrola e seus incríveis Piratas”. Foram feitas duas sessões, a da manhã (ensaio geral), com a assistência de 6 turmas dos 2º e 3º ciclos e a da noite no âmbito da 27ª Mostra de Teatro das Escolas de Sintra. A última sessão contou com a assistência da comunidade escolar e com o júri da Mostra.

No próximo dia 13 serão feitas mais duas sessões para as restantes turmas da Escola. Todas as apresentações são realizadas no Auditório Gil Vicente.

O tema da peça é a poluição dos oceanos e a necessidade de que todos se consciencializem deste problema tão atual e lesivo do nosso meio ambiente e do futuro do nosso planeta.

Ver Folheto

Ana Alexandre
Coordenadora do Núcleo de Teatro e Animação, grupo de teatro Pé de Meia

Conselho eco-escolas

No dia 1 de abril, durante a manhã, decorreu na EBI de Colares a cerimónia do hastear da bandeira verde. Esta cerimónia contou com a participação do grupo “Be Col ARES”, uma apresentação, por parte dos alunos que foram à manifestação Climática Estudantil de 15 março, dos motivos para a realização da mesma e do hastear da bandeira ao som do hino eco-escolas.

Seguidamente os eco-delegados foram convocados para a reunião do conselho eco-escola na qual se tomaram decisões sobre os próximos passos a dar e procedeu-se à avaliação do que já foi realizado.

João Calaim, coordenador do  projeto  Eco-Escolas

 

Os Heróis do Holocausto

No dia 25 de março de 2019, entre as 10.30 e as 12.00, a Escola Básica Integrada de Colares contou com a visita do Senhor Embaixador de Israel, Raphael Gamzou, acompanhado pela sua Assessora de Imprensa, Diana Kadosh.

A visita foi enquadrada no trabalho realizado pelos alunos da turma B do oitavo ano, com o tema “Heróis do Holocausto”, no âmbito do estudo da obra “Diário de Anne Frank” na disciplina de Português, que culminou na realização de uma homenagem às vítimas e àqueles que, com risco da sua vida, tudo fizeram para salvar o maior número de pessoas possível.

A cerimónia de homenagem teve a audiência dos alunos das turmas A, B e D do nono ano, orientadas pela professora de História Dulce Mariano e realizou-se sob a excelente liderança do Coordenador da Escola, professor Nuno Cabanas, com o inestimável apoio técnico e criativo do Assessor de Coordenação, professor João Trigo.

A homenagem foi enaltecida, não só pelas palavras sábias dos intervenientes como também pela apresentação de um comovente slideshow, elaborado pelo Assessor de Coordenação, professor João Trigo, que ilustrou o contraste entre os horrores do Shoah e aqueles que, durante o genocídio, conseguiram manter viva a luz da esperança.

A aluna Sara Afonso procedeu à apresentação do Senhor Embaixador de Israel, enaltecendo o seu impressionante curriculum vitae. Seguiu-se a leitura, pelo aluno Rodrigo Ferreira, de um excerto da obra Diário de Anne Frank, correspondente ao dia 15 de julho de 1944, em que a autora se refere ao impacto da guerra sobre os jovens, terminando com uma mensagem de bondade e de esperança, em que reafirma, apesar de tudo, a sua fé na Humanidade.

Então, após a visualização do slideshare da autoria do professor João Trigo, os alunos Sara Afonso e Lourenço Pimenta apresentaram a biografia de Irena Sendler, um dos maiores exemplos de coragem e abnegação durante a ocupação nazi, que, com o seu esforço e sacrifício salvou duas mil e quinhentas crianças.

Seguiu-se a apresentação pelo aluno António Pedro Gonçalves da biografia de Aristides de Sousa Mendes, herói português que protagonizou a “desobediência justa”, emitindo vistos que salvaram cerca de trinta mil pessoas. Os alunos Guilherme Angélica e Rúben de Sousa apresentaram Oskar Schindler, um herói alemão que protegeu mil e duzentos judeus. O doutor Janusz Korkzac, nascido Henryk Goldzmit, que se recusou a abandonar os seus cento e noventa e quatro órfãos e acabou por falecer no Campo de Extermínio de Treblinka, foi apresentado pelos alunos Ricardo Bejinariu e Rodrigo Brandão.

E a heroína da Resistência Francesa Nancy Wake, que acompanhou centenas de refugiados judeus e de soldados aliados, no segredo da noite francesa, em direção à salvação, foi apresentada pelas alunas Joana Alves e Maria Ernesto. Muitos mais exemplos se seguiriam – muitos mais exemplos que merecem a mesma dignidade e honra e cuja memória não pode mergulhar no esquecimento – não fosse a exiguidade do tempo de que dispúnhamos. Assim, os alunos Joana Vilela e Rafael Magno estavam preparados para apresentar o exemplo de Albert Goering, um herói alemão que enfrentou a sua família e o poder vigente para se colocar, ostensiva e desafiadoramente, ao lado dos judeus que estavam a ser vilipendiados e agredidos, e salvou, com a sua influência, muitos judeus e praticantes de outros credos censurados na Alemanha Nazi. E, por fim, os alunos Rodrigo Ferreira e Francisco Patrocínio defenderiam a honra de Juan Pujol Garcia, um catalão brilhante que, a partir de Portugal, sem recurso à tecnologia, criou uma rede de espionagem fictícia e uma estratégia que desbaratou a defesa alemã perante o desembarque na Normandia no dia D, permitindo a vitória decisiva das forças aliadas.

No final, o Senhor Embaixador de Israel agraciou os presentes com uma comovente mensagem de Paz, em que destacou o facto de esta situação ter acontecido há tão pouco tempo na História da Humanidade e, no entanto, haver o risco de a sua memória se perder; algo que temos a responsabilidade de não deixar acontecer. Referiu-se, como exemplo, à intolerância contra os muçulmanos e citou o repulsivo atentado ocorrido na Nova Zelândia no dia 15 de março, em que perderam a vida cinquenta pessoas. A mensagem que deixou, não só aos jovens como aos adultos presentes, reforçou que se deve amar o próximo, não apesar da sua diferença mas justamente porque é diferente. Apelou à consciência, referindo que não podemos ser bystanders, ou seja, ficar indiferentes, quando vemos uma agressão, uma injustiça, uma atrocidade acontecer; temos de ser intervenientes e agir para impedir.

O Senhor Embaixador de Israel deixou um especial agradecimento ao Coordenador da Escola, professor Nuno Cabanas, ao Assessor de Coordenação, professor João Trigo e à professora Sílvia Weber, pelo convite, pelo maravilhoso acolhimento e pelo trabalho desenvolvido com os alunos em homenagem às vítimas e aos heróis, e a todos os presentes, pela simpatia e cordialidade como foi recebido. Manifestou, ainda, o seu apreço por esta escola, pela forma como promove e defende os valores e ideais da Humanidade.

Ao Senhor Embaixador de Israel, deixamos o nosso especial agradecimento pela forma como prontamente cancelou compromissos para comparecer nesta homenagem, pela presença simples e afável que demonstrou e, sobretudo, por aquela mensagem de Paz e Solidariedade entre as nações que não vamos esquecer e pelo exemplo de grandeza que deixou aos alunos.

A professora e alunos do 8º B